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Ao apresentar o tema "Reduzir a Concentração do Mercado. O Aumento da Sinistralidade Pressiona a Rentabilidade", o especialista sustentou que a desconcentração da actividade não se resume a uma mera transferência de quota de mercado entre companhias.
"Desconcentrar não é apenas redistribuir quota. É ampliar capacidade, inovação e disciplina técnica", afirmou o líder da AAAT, alertando que a dispersão de quotas, por si só, não garante maior estabilidade nem concorrência sustentável no sector.
Para o responsável pela associação dos actuários, o novo ciclo de desenvolvimento do sector segurador em Angola exige o equilíbrio de três pilares fundamentais: mais concorrência, que estimule a entrada de novos intervenientes e a diversidade de propostas de valor; mais disciplina técnica, centrada no pricing (precificação), na subscrição rigorosa, no provisionamento adequado e no resseguro; e mais confiança, assente na qualidade do serviço, na transparência e na celeridade do pagamento de sinistros.
"A concorrência reduz a concentração; a técnica protege a rentabilidade; a confiança expande o mercado", enfatizou Henda Mondlane Silva.
Nesta linha de análise, o presidente da AAAT defendeu que o crescimento sustentável do sector nos próximos anos terá de combinar mais escala (para ampliar a cobertura social e económica), mais eficiência (para absorver a subida da taxa de sinistralidade) e mais confiança (para sustentar a expansão do negócio no longo prazo).
Os riscos da dispersão de quotas sem ganho de escala
Apesar de reconhecer que uma menor concentração pode reflectir um maior equilíbrio entre os operadores e assegurar mais opções de escolha para clientes e mediadores, estimulando a inovação e a especialização, Henda Mondlane Silva avisou que a fragmentação do mercado comporta riscos expressivos para as companhias de menor dimensão.
"Operadores com escala reduzida podem enfrentar custos unitários mais elevados, menor diversificação da carteira e uma capacidade mais limitada para absorver perdas imprevisíveis", explicou.
O especialista ressalvou ainda a necessidade de diferenciar os vários níveis de concentração existentes na indústria, assinalando que o diagnóstico deve distinguir a concentração por seguradora, por ramo de negócio, por cliente, por canal de distribuição e por tipo de risco.
O XI Fórum Seguros do Expansão prossegue no Centro de Convenções de Talatona (CCTA), em Luanda, reunindo reguladores, gestores e analistas sob o tema central "O Papel dos Seguros Obrigatórios e da Resseguradora Nacional".




