Luanda - O ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, reiterou, esta quarta-feira, que o desempenho da economia nacional, nos últimos anos, tem permitido reforçar a confiança das instituições nacionais junto de investidores privados e parceiros internacionais.
Luanda - O ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, reiterou, esta quarta-feira, que o desempenho da economia nacional, nos últimos anos, tem permitido reforçar a confiança das instituições nacionais junto de investidores privados e parceiros internacionais.
Ao apresentar a Conta Geral do Estado (CGE) referente a 2024, durante a 4ª Reunião Plenária Extraordinária da 4.ª Sessão Legislativa da 5ª Legislatura, o governante precisou que, no ano em análise, o investimento estrangeiro directo não-petrolífero cresceu 185%, equivalente a 353 milhões de dólares.
José Massano lembrou que, no domínio da administração financeira do Estado, foram reforçados os sistemas de gestão orçamental, aperfeiçoada a qualidade da informação financeira e aprofundada a aproximação às melhores práticas de administração das finanças públicas.
Segundo o ministro de Estado, em 2024 o Governo angolano manteve a actuação assente na prudência, disciplina fiscal e estabilidade macro-económica.
Realçou que, apesar do contexto internacional marcado por conflitos geopolíticos e condições financeiras restritivas, a despesa pública realizada no âmbito da execução do OGE totalizou 24,6 biliões de kwanzas, o que permitiu dar continuidade às acções previstas no Plano de Desenvolvimento Nacional.
Detalhou que o sector social absorveu 4,79 biliões de kwanzas, cerca de 19,5% do total da despesa pública, apenas superado pelos encargos financeiros.
José Massano destacou ainda o reforço de investimentos na saúde, educação, agricultura, energia e águas, infraestruturas, protecção social e qualificação do capital humano.
Por seu lado, e na sequência da apresentação da CGE, a ministra das Finanças, Vera Daves, aclarou que das 20 recomendações constantes do parecer do Tribunal de Contas 13 foram inicialmente executadas e outras incorporadas no ano subsequente, por exigir maior desenvolvimento tecnológico.
Quanto às recomendações da Assembleia Nacional, explicou que algumas coincidiram com as do Tribunal de Contas.
Assegurou que as recomendações políticas estão a ser acompanhadas pelo Governo, com realce para a diversificação económica, estabilidade de preços, melhoria da arrecadação da receita, celeridade processual e tratamento das ordens de saque atrasadas.ACC/DC




