Luanda – A diplomacia económica entre França e Angola continua a dar passos firmes para o fortalecimento do tecido empresarial e a diversificação da economia angolana, considerou esta quarta-feira, em Luanda, a embaixadora francesa em Angola, Sophie Aubert.
Luanda – A diplomacia económica entre França e Angola continua a dar passos firmes para o fortalecimento do tecido empresarial e a diversificação da economia angolana, considerou esta quarta-feira, em Luanda, a embaixadora francesa em Angola, Sophie Aubert.
Durante a sua intervenção num painel dedicado à cooperação económica bilateral entre os dois países, à margem do Angola Economic Forum (AEF), que decorre até sexta-feira (25), na capital angolana, realçou que cerca de 115 empresas francesas, entre subsidiárias de grandes grupos, trabalham no país.
Disse que esse ecossistema empresarial representa o terceiro maior empregador privado estrangeiro no mercado angolano, garantindo cerca de 30 mil postos de trabalho.
“Essas empresas movimentam mais de seis mil milhões de euros, contando com o investimento directo acumulado de 18 mil milhões de euros em 2024”, realçou.
Sobre novos sectores de actuação, a embaixadora esclareceu que, embora o segmento dos hidrocarbonetos continue a ser um pilar histórico da relação bilateral desde 1970, existe uma crescente diversificação das empresas francesas alinhadas com as prioridades de desenvolvimento de Angola.
Destacou o sector dos transporte e logística, com a gestão do terminal de carga geral do Porto do Lobito pela AGL, presença de empresas como CMA CGM e AGS, além do transporte aéreo com a Air France e apoio à mobilidade com a Alstom.
Sophie Aubert acrescentou que, no domínio da aeronáutica e espaço, o seu país tem fornecido aeronaves à TAAG, através da Airbus e parceria estratégica no segmento espacial, nomeadamente na observação da terra por satélite.
Apontou também o sector da água e da transição energética, com o projecto “SUEZ/ProÁgua” e iniciativas de energia solar promovidas pela TotalEnergies, em cooperação com a Sonangol, como outras áreas de cooperação.
No domínio da indústria, saúde e serviços, realçou a presença de grupos como Saint-Gobain, operadoras no sector da saúde, soluções digitais (Cegid), sector audiovisual (Canal+ e a aquisição da MultiChoice), bem como no agroalimentar e de bebidas, com o Grupo Castel.
Outro sector que espelha a diversificação é o sector da defesa, com foco na cooperação naval, com a Naval Group e a Kership no reforço e desenvolvimento da Marinha de Guerra Angolana.
No que toca à justiça e segurança jurídica, a diplomata destacou a importância de o Estado assegurar quadros regulatórios transparentes, estabilidade e segurança jurídica para manter Angola no radar dos investidores internacionais.
O Angola Economic Forum junta anualmente entidades governamentais, diplomatas, gestores do sector privado e analistas económicos para debater soluções e rumos para o crescimento sustentável da economia nacional. OPF/QCB




