A dívida acumulada de clientes pelo consumo de água domiciliar na província do Cunene está avaliada em 662 milhões de kwanzas.
De acordo com a Empresa Pública de Água e Saneamento (EPAS), o montante provém do agregado por liquidar nos municípios do Cuanhama, Ombadja, Namacunde e nas localidades do Humbe e Nehone. Os dados foram avançados pelo presidente do Conselho de Administração da EPAS Cunene, Dinis Simão, que revelou que o passivo — acumulado desde 2019 até ao momento — envolve clientes particulares, instituições públicas e empresas privadas. O gestor sublinhou que o elevado índice de incumprimento afecta de forma directa a sustentabilidade da operadora. Como as empresas públicas de água não dependem de dotações orçamentais directas do Estado para a sua exploração, a sua sobrevivência financeira está estritamente indexada às receitas arrecadadas pela prestação de serviços. De acordo com o PCA, as receitas de cobrança são vitais para assegurar a continuidade do fornecimento de água potável à população e ao tecido institucional. O volume da dívida tem criado estrangulamentos severos à tesouraria, com impacto no pagamento pontual dos salários dos funcionários, na manutenção correctiva dos equipamentos, na aquisição de consumíveis laboratoriais e combustível, bem como na expansão da rede de distribuição. Adicionalmente, a escassez de liquidez dificulta o cumprimento de obrigações com fornecedores estratégicos, incluindo empresas de segurança, fornecimento de energia eléctrica e suporte aos sistemas informáticos de facturação, comprometendo o normal funcionamento da instituição. Fornecimento repostoO abastecimento de água nos municípios de Cuanhama, Ombadja, Namacunde e nas localidades do Humbe e Nehone foi totalmente restabelecido, após cerca de dois meses de restrições provocadas por uma avaria técnica em componentes da Estação de Tratamento de Água (ETA) do Xangongo. O presidente do Conselho de Administração da EPAS Cunene, Dinis Simão, explicou que a normalização do serviço foi alcançada após a aquisição da peça de reposição na vizinha República da Namíbia. O componente alimenta uma das bombas principais do sistema. Devido à complexidade e ao tempo exigido para a montagem do equipamento, a capacidade de produção da ETA tinha caído temporariamente para 10 a 12 metros cúbicos diários, contra os habituais 24 metros cúbicos.




