Waco-kungo - O empresário Adérito Costa defendeu, sexta-feira, no cuanza-Sul, a necessidade de se atrair mais investidores para ampliar a capacidade de produção de pitaya no País.
Waco-kungo - O empresário Adérito Costa defendeu, sexta-feira, no cuanza-Sul, a necessidade de se atrair mais investidores para ampliar a capacidade de produção de pitaya no País.
O empresário e produtor falava na sétima edição do Fórum de Negócios e Conectividade, onde destacou o potencial da pitaya para diversificar a produção agrícola nacional e responder à crescente procura internacional pelos seus derivados.
Segundo Adérito Costa, as indústrias farmacêuticas, alimentares, cosméticas e de bebidas têm demonstrado interesse crescente pela pitaya, utilizado na produção de diversos derivados, incluindo produtos com aplicações medicinais.
Em relação aos níveis de produção, o empresário disse que regista uma colheita anual superior a 100 toneladas de pitaya, parte da qual é destinada à exportação, com a Espanha entre os mercados de destino.
Adiantou que a produção já atingiu mais de 350 toneladas/ano, antes de sofrer uma redução durante o período da pandemia da Covid-19.
“Nessa altura, nós estamos com níveis de produção satisfatórios”, afirmou.
Acrescentou que, desde a recuperação das actividades, a produção têm vindo a ser retomada de forma gradual, através da reactivação e ampliação das áreas de cultivo.
Para o empresário, os actuais níveis ainda estão aquém do potencial existente, daí a necessidade da mobilização de parceiras e investidores capazes de contribuir para o aumento da capacidade produtiva e para a transformação industrial da pitaya .
Referiu que a produção da pitaya já se estende a mais de nove das 21 províncias , considerou que as condições naturais do país oferecem oportunidades para a expansão desta cultura.
Sublinhou que Angola possui condições para reforçar a sua posição na produção de pitaya na região da África Austral, com uma aposta na diversificação e no aproveitamento industrial da cultura.
No domínio tecnológico, explicou que as novas tecnologias aplicadas à agricultura têm contribuído para melhorar a estruturação dos campos, a utilização dos factores de produção e a qualidade das colheitas.
Afirmou que.a adopção de tecnologias agrícolas permite ainda reduzir a dependência dos ciclos naturais e possibilita a produção de pitaya durante todo o ano.
“Hoje conseguimos produzir pitaya o ano inteiro sem parar, transpondo aquilo que inicialmente a natureza nos oferecia, que é a produção da época”, salientou.
A expansão da produção de pitaya não se limita a Angola, pois, segundo Aderito Costa, países como Quénia, Namíbia, Zâmbia e Moçambique começaram igualmente a apostar nesta cultura.
Defendeu ao reforço das parcerias entre produtores, investidores e outros intervenientes da cadeia de valor, para aumentar a produção, desenvolver a transformação e criar novas oportunidades de negócio a partir de Angola.
A aposta na industrialização, acrescentou, poderá permitir que o País deixe de se concentrar apenas na produção e comercialização do fruto fresco, passar a explorar também produtos derivados destinados aos mercados alimentar, cosmético, farmacêutico e de bebidas.
Considerou fundamental captar investimentos que permitam recuperar os níveis de produção anteriormente alcançados e elevar progressivamente a capacidade produtiva nacional. FF/ALH




