O Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI) desembolsou mais de 1,298 biliões de kwanzas até 2024, tendo apoiado cerca de 6.300 projectos e contribuído para a criação de mais de 100 mil empregos, declarou o Presidente da República, João Lourenço.
Os dados apresentados na Assembleia Nacional, durante o seu discurso sobre o estado da Nação, na quinta-feira 15 de Outubro, indicam que o Programa Transforma Aqui levou pequenas unidades de transformação ao meio rural, agregou valor à produção agrícola, e criou oportunidades económicas, com a aproximação da indústria às comunidades, segundo o Presidente João Lourenço.
No domínio das infra-estruturas industriais, informou que foi aprovado um novo regime jurídico dos pólos de desenvolvimento industrial, com vista a reforçar a eficiência da gestão, atrair operadores privados e dinamizar a actividade produtiva.
Igualmente, disse que foram reabilitados parques industriais rurais e prosseguem intervenções relevantes no pólos de Viana e do Biópio, com potencial estratégico para apoiar a produção orientada à exportação e beneficiar a ligação ao Corredor do Lobito.
O Presidente João Lourenço avançou também que na Zona Franca da Barra do Dande está em curso o desenvolvimento da Reserva Nacional de Cereais e a construção de uma refinaria de óleo alimentar,
Nos últimos quatro anos, disse ainda, foram desenvolvidos os projectos do Parque Industrial de Alumínio - Fase I e do Parque Industrial Integrado, com investimentos de cerca de 250 milhões de dólares para cada um.
Recentemente, assinalou, foi assinado o acordo para o investimento no Terminal Portuário do Dande, estimado em 450 milhões de dólares para a primeira fase, com objectivo de garantir a exportação dos produtos produzidos naquela Zona Franca e a recepção de matérias-primas para a sua transformação.
Especificamente no sector do Comércio, o Presidente angolano referiu que têm sido reforçadas as condições de logística, abastecimento e regulação dos mercados, bem como da Reserva Estratégica Alimentar, enquanto instrumento de estabilização do abastecimento e mitigação de pressões sobre os preços de bens essenciais.
Neste momento, avançou, está em curso a requalificação do Centro Logístico do Sequele, que se afirmará como uma infra-estrutura estratégica para o abastecimento da região de Luanda e para a organização dos circuitos de distribuição.
No domínio da formação, qualidade e valorização da produção nacional, destacou a construção do Centro Industrial de Tecnologia Avançada (CITAV), a certificação de mais de 49 mil micro, pequenas e médias empresas e o reforço do selo Feito em Angola, que já conta com mais de 4.300 produtos inscritos.
“Estas medidas contribuem para elevar os padrões de qualidade, fortalecer a confiança dos consumidores e ampliar a presença dos produtos angolanos nos mercados interno e externo”, explicou.




