Luanda - O embaixador da Nigéria, Maxy Ogbede, afirmou, em Luanda, que empresários do seu país estão preparados para investir em Angola, em sectores como agricultura, indústria automóvel (peças sobressalentes e motores), petróleo e gás, de modo a impulsionar as trocas comerciais e o desenvolvimento de ambos os países.
Luanda - O embaixador da Nigéria, Maxy Ogbede, afirmou, em Luanda, que empresários do seu país estão preparados para investir em Angola, em sectores como agricultura, indústria automóvel (peças sobressalentes e motores), petróleo e gás, de modo a impulsionar as trocas comerciais e o desenvolvimento de ambos os países.
Em entrevista exclusiva à ANGOP, o diplomata considerou muito baixo o volume de negócios entre os dois países, adiantando que a Nigéria exporta para Angola principalmente produtos alimentícios.
“Talvez devido à barreira linguística, os investimentos provenientes da Nigéria ainda são muito baixos. Não há ligação directa em termos de transporte marítimo. O transporte aéreo é reduzido e caro. Isto demonstra que não existem muitas trocas de bens e serviços. Esperemos que, em breve, o renomado empresário nigeriano Aliko Dangote venha a investir aqui em Angola”, salientou.
De acordo com o embaixador, que falava a propósito dos 66 anos de independência da Nigéria, assinalados a 1 de Outubro, durante a missão em Angola vai trabalhar no sentido de impulsionar o nível da parceria comercial e promover maior estreitamento das relações bilaterais ao mais alto nível.
Questionado sobre os principais ganhos alcançados pela Nigéria ao longo dos 66 anos de independência, Maxy Ogbede sublinhou que o país emergiu como uma Nação forte e indivisível, sendo uma das economias mais fortes de África.
“São 66 anos de vivência de um povo e de um país unido, apesar de todos os desafios encontrados no processo de construção da nação, que inclui uma guerra civil de 30 meses. O país continua forte. Somos a maior Nação negra na face da terra, uma das economias mais fortes de África e também o maior mercado, portanto, é motivo para celebração”, realçou.
Contudo, disse que o principal desafio enfrentado pela Nigéria, neste momento, é a insegurança causada por organizações terroristas, que protagonizam actos de bandidagem, raptos, confrontos entre criadores de gado e camponeses, causando a aparição de muitas comunidades deslocadas.
Na ocasião, o diplomata considerou excelente o estado actual da cooperação com Angola, tendo defendido maior intercâmbio em áreas que considerou críticas, como Comércio, Educação, Saúde, Agricultura, Cultura e Turismo.
“Temos muitos memorandos de entendimento assinados e que devem ser implementados, para além de outros acordos que contamos celebrar. A cooperação entre a Nigéria e Angola está, nesta altura, no ponto evolutivo com vários projectos em carteira. Contudo, bastante trabalho ainda tem que ser feito para conseguirmos uma maior cooperação”, disse.
Conforme o embaixador, Angola e a Nigéria são membros da Comissão do Golfo da Guiné, razão pela qual têm também responsabilidades conjuntas na protecção da área marítima contra a pirataria e outros crimes transnacionais que ocorrem no Oceano Atlântico.
Realçou que a Nigéria tem acompanhado o progresso que Angola tem feito no seu processo democrático.
O seu país também acompanha o grande salto que Angola deu em termos de infra-estruturas, classificando o recentemente inaugurado Centro de Conferências, por exemplo, uma obra de qualidade de última geração, que albergou a Cimeira dos Chefes de Estado da União Africana, declarou. JMC/MCN




