Cacuaco – Empresários do sector agropecuário, sobretudo cafeicultores, apelaram esta quinta-feira, em Luanda, aos bancos comerciais uma maior flexibilidade na concessão de créditos e reavaliação do período de carência, face à especificidade e ao ciclo produtivo da cultura.
Cacuaco – Empresários do sector agropecuário, sobretudo cafeicultores, apelaram esta quinta-feira, em Luanda, aos bancos comerciais uma maior flexibilidade na concessão de créditos e reavaliação do período de carência, face à especificidade e ao ciclo produtivo da cultura.
Ao participarem na mesa-redonda sobre o café, promovida pelo Banco de Fomento Angola (BFA), os investidores apresentaram as alternativas de financiamento existentes para pequenos, médios e grandes produtores.
No evento, o empresário Carlos Cunha ressaltou a necessidade de os bancos olharem com maior atenção para o período de carência, defendendo um mapeamento e ajustamento das condições, devido à especificidade de um produto que exige um processo longo.
Já a representante da rede de 12 mulheres do café no Cuanza-Sul, Lucinda Cunha, afirmou que o maior desafio está na concessão do crédito.
Segundo a responsável, a Associação de Mulheres Empreendedoras do Cuanza-Sul (ASSOM), neste ano, produziu 6,5 toneladas de café.
Na ocasião, o director de Agronegócio do BFA, José Costa, referiu que o financiamento ao café prevê um período de carência de até três anos, uma fase que as empresas devem pagar apenas os juros.
O gestor bancário reconheceu a natureza particular da agricultura e a necessidade de adequar os instrumentos financeiros à cada realidade.
José Costa explicou que o projecto-piloto de financiamento aos agricultores contempla duas modalidades de crédito directo e indirecto. Acrescentou que esta iniciativa tem como objectivo expandir a cobertura e aumentar o acesso ao financiamento.
Realçou que, em relação ao crédito para o financiamento, o montante bonificado pode chegar até 90%, com uma taxa de juro de 7,5%, máquinas e equipamentos, frisando que o banco financia até 80% do valor da factura.
Já o crédito de campanha agrícola, disse José Costa, tem um prazo de 12 meses. COF/QCB




