Luanda – A integração do milho na lista de importação de produtos de amplo consumo, para incentivar e priorizar a produção nacional, dominou o noticiário económico da semana que hoje, sábado, finda.
Luanda – A integração do milho na lista de importação de produtos de amplo consumo, para incentivar e priorizar a produção nacional, dominou o noticiário económico da semana que hoje, sábado, finda.
Com essa iniciativa, o Executivo angolano reafirma o seu compromisso com fomento do mercado interno.
Para a concretização desse objectivo, o Ministério da Indústria e Comércio vai exarar um novo diploma para alterar o actual Decreto Executivo 130/26.
A proposta do novo Despacho, analisada na 3ª Reunião Ordinária da Comissão Económica do Conselho de Ministros, orientada pelo Presidente da República, João Lourenço, actualiza a lista de produtos de amplo consumo sujeitos ao regime jurídico de incentivo à produção nacional e estabelece a obrigatoriedade dos operadores económicos licenciados a importarem o milho.
Na mesma reunião, a Comissão apreciou o Decreto Presidencial que contém as medidas para dinamização do investimento privado no domínio do turismo e aumento do fluxo de turistas no país.
O diploma visa o desenvolvimento do turismo sustentável, competitivo e transversal, assim como a conservação da biodiversidade, além de aumentar a empregabilidade local e promover o bem-estar das populações envolvidas.
Esse decreto contempla pressupostos relacionados com o actual estágio de desenvolvimento do mercado da hospitalidade no país, no qual Angola conseguiu transitar de um destino desconhecido para um destino emergente.
Também constituiu destaque da semana a 23ª edição do café CIPRA, que reuniu os ministros da Indústria e Comércio, Rui Miguêns, das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos dos Santos, da Agricultura e Florestas, Isaac dos Anjos, e dos Transportes, Ricardo de Abreu.
Ainda na semana finda, foi destacada a necessidade de o Instituto Angolano das Comunicações (INACOM) preparar-se para acompanhar a evolução tecnológica e responder aos desafios da transformação digital.
Isto porque o sector regista diariamente novas soluções, muitas delas de carácter disruptivo, o que exige uma actuação regulatória à altura da dinâmica global.
Ainda nesse segmento, a operadora de telefonia móvel Unitel anunciou que vai compensar seus clientes afectados pelo ataque cibernético de Julho último, que interrompeu os seus serviços a nível nacional.
A empresa adianta que a compensação será feita automaticamente, sem necessidade de qualquer pedido ou contacto.
Os clientes do segmento empresarial vão beneficiar de um crédito na factura de Agosto ou de Setembro, ao passo que os do particular terão dias adicionais de serviço.
Dominou ainda a semana finda, o facto da empresa pública de telecomunicações moçambicana Moçambique Telecom (TMCEL) ter iniciado testes de Prova de Conceito (PoC) por meio do ANGOSAT-2, no âmbito dos acordos de cooperação assinados com Angola no domínio espacial e das comunicações.
Os testes visam avaliar a utilização da capacidade do satélite angolano para a prestação de serviços de telecomunicações em território moçambicano, representando mais um passo na concretização dos memorandos assinados em Junho, à margem da 5.ª Conferência Nacional das Comunicações, realizada em Maputo.
Fez igualmente manchete, os serviços de telefonia Africell que vão chegar nos próximos dias à província de Cabinda, no âmbito do processo de expansão do sinal da operadora pelo país.
Actualmente, já estão a decorrer os testes do sinal dos serviços de voz, dados móveis e tecnologia avançada na cidade de Cabinda e áreas adjacentes. AMC/QCB




