O especialista em Economia do Desenvolvimento, Celestino Lumbungululu, defende a descentralização da aplicação dos recursos públicos e o reforço do investimento em sectores estratégicos, como forma de garantir maior impacto das políticas públicas na vida dos cidadãos.
Segundo o economista, o actual contexto de dificuldades económicas exige do Governo políticas públicas mais direccionadas para as necessidades das famílias, sobretudo face à inflação, ao aumento dos preços e à perda do poder de compra.
Lumbungululu considera que a aplicação dos recursos não deve permanecer excessivamente concentrada no nível central, defendendo que uma maior distribuição dos investimentos pelas províncias pode acelerar o desenvolvimento económico e social das comunidades.
“O Governo devia investir nas prioridades estratégicas, com vista à descentralização da aplicação dos recursos para impactar o desenvolvimento económico do país”, defendeu.
Para o especialista, a descentralização pode contribuir para acelerar a execução de obras públicas, gerar emprego e fazer com que os efeitos do crescimento económico sejam sentidos de forma mais concreta pelas populações.
Neste sentido, considera que, num cenário de restrição orçamental, as políticas públicas devem deixar de ser genéricas e concentrar-se em áreas com capacidade de produzir efeitos imediatos e multiplicadores na economia.
Entre os sectores prioritários, o economista aponta a saúde, educação, agricultura e transportes, por entender que o investimento nestas áreas pode melhorar as condições de vida das populações e, simultaneamente, estimular a actividade económica.
“É preciso que as decisões se venham a reflectir directamente na vida dos cidadãos, sobretudo neste cenário de ‘apertos económicos’ porque passam as famílias”, alertou.
Lumbungululu defende, por isso, maior sensibilidade social na definição das prioridades públicas, de modo a aliviar a pressão sobre os orçamentos familiares e criar condições para uma recuperação económica com impacto nas comunidades.



