Os especialistas em transporte e logística destacaram o importante papel desempenhado por Angola nas organizações internacionais, bem como os investimentos na construção e modernização de infra-estruturas, destinados aos diferentes módulos de transporte.
A posição foi defendida nesta quarta-feira, em Luanda, numa mesa-redonda subordinada ao tema "Desbloqueando Barreiras: Diagnósticos e Soluções para os Principais Constrangimentos às Exportações", realizada à margem da segunda edição do Angola Hub Transporte e Logística Summit 2026.
Os especialistas convergem, igualmente, na valorização das reformas no sistema regulatório e da digitalização dos processos considerados fundamentais para melhorar a eficiência do comércio e posicionar Angola como um dos principais centros do comércio intercontinental, em alinhamento com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 das Nações Unidas.
Na sua intervenção, o coordenador do secretariado executivo do Comité Nacional para Facilitação do Comércio, Ângelo Silva, enalteceu a "significativa melhoria" dos procedimentos em todas as instituições relacionadas com a movimentação de pessoas e de bens, em harmonia com as regras emanadas da Organização Mundial do Comércio (OMC).
O responsável recordou que o comité congrega diversos órgãos que intervêm na cadeia, permitindo a realização de consultas, medição das várias recomendações emitidas pelos distintos órgãos, desde as autorizações para a exportação de mercadorias, licenciamentos.
Na sua perspectiva, An- gola tem registado um crescimento “exponencial” nas exportações, em consequência de um conjunto de medidas que visam aproveitar as vantagens comparativas, melhoria dos pro- cedimentos regulatórios, redução da burocracia, para permitir que os processos sejam mais céleres e os produtos mais competitivos no mercado internacional.
Regulação e certificação
A administradora da Agência de Regulação e Certificação de Carga Logística (ARCCLA), Paula Bartolomeu, reiterou o compromisso da instituição em trabalhar com os parceiros no sentido de criar as melhores condições para que as exportações de produtos agrícolas, minerais e bens processados assumam um peso cada vez maior no Produto Interno Bruto (PIB).
A economista considera que este objectivo está cada vez mais próximo de se concretizar, tendo em conta a consistência que o projecto vem adquirindo e o envolvimento dos intervenientes, que, segundo afirmou, acreditam nas potencialidades do país e na vontade do Executivo em impulsionar o sector.
Paula Bartolomeu apontou ainda para breve a inauguração de uma cadeia de frio da Plataforma Logística da Caála, um activo que, segun- do asseverou, fará com que o projecto seja dotado de capacidade para conservação dos produtos antes da sua conclusão.




