A Expo-Huambo afirma-se como uma plataforma de promoção da actividade económica, empresarial e produtiva da província e do país, ao aproximar produtores, empresários, investidores, instituições públicas e privadas e demais agentes económicos.
A posição foi manifestada ontem, na cidade do Huambo, pelo ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns, durante a cerimónia de abertura da Bolsa de Negócios.
Na sua intervenção, o governante destacou a importância do certame para a promoção da produção nacional, da transformação e da integração das cadeias de valor, defendendo que a iniciativa deve ultrapassar a simples exposição de produtos e serviços e traduzir-se em oportunidades concretas de negócio e investimento.
“Não apenas como uma feira de exposição de produtos e serviços, mas como uma plataforma de negócios, investimento, produção, transformação e integração das cadeias de valor nacionais”, afirmou.
DESEMBOLSO DO PRODESI
Os desembolsos de crédito no âmbito do Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição de Importações (PRODESI) atingiram cerca de 70 mil milhões de kwanzas no segundo trimestre de 2026, representando um crescimento de 130 por cento face ao mesmo período do ano anterior.
Os dados foram apresentados, ontem, na província do Huambo pelo ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns, durante a abertura da 3ª edição da Expo- -Huambo 2026, sob o lema “Conectando Negócios para Diversificar a Economia”.
Segundo Rui Miguêns, o desempenho do PRODESI demonstra a dinâmica registada no acesso ao financiamento e no apoio às empresas, produtores e empreendedores nacionais.
O programa, explicou, tem como objectivos aproximar a produção do mercado, facilitar o acesso ao crédito, estimular a substituição competitiva das importações e criar condições para o crescimento das empresas.
“A diversificação económica deve traduzir-se no aumento da produção agrícola e industrial, na criação de emprego, na distribuição de produtos nacionais e na integração das cadeias de valor”, defendeu.
UNIDADES INDUSTRIAIS
Rui Miguêns recordou que o número de unidades industriais identificadas no país atingiu 992, representando um crescimento de 44,19 por cento em relação ao período homólogo de 2025.
Nesta senda, esclareceu que os dados ainda não reflectem a totalidade das unidades industriais existentes e em actividade no território nacional.
“O Ministério da Indústria e Comércio pretende continuar o trabalho de recolha e actualização da informação estatística, em colaboração com os Governos Provinciais e as Administrações Municipais”, garantiu.
A taxa de utilização da capacidade instalada, acrescentou, também registou uma evolução positiva, ao passar de aproximadamente 48 por cento, em 2025, para cerca de 54 por cento no período em análise.
Para o titular da pasta, o aumento da utilização da capacidade instalada constitui um indicador de melhoria do aproveitamento das infra-estruturas industriais e da actividade produtiva. &
APOSTA FORTE
INTEGRAÇÃO DAS CADEIAS DE VALOR
INDÚSTRIA TRANSFORMADORA ALIMENTA E REPRESENTA 44% DO VOLUME DA PRODUÇÃO
Rui Miguêns explicou que a Indústria de Transformação de Bens Alimentares representa cerca de 44 por cento do volume global da produção industrial, enquanto a Indústria de Bebidas responde por aproximadamente 15 por cento. “No conjunto, os dois segmentos concentram cerca de 60 por cento da produção industrial”, sustentou.
“Há uma necessidade de criar condições para que a produção nacional seja conservada, transformada, embalada e distribuída no mercado interno, com maior incorporação de valor acrescentado no território nacional”, defendeu.
A orientação, de acordo com o governante, passa por reduzir a saída de matérias-primas sem transformação e aumentar a produção de bens processados, incluindo alimentos, produtos de origem animal e vegetal, calçados, têxteis e outros bens de consumo.




