As exportações angolanas, no primeiro semestre de 2026, atingiram os 16,38 biliões de kwanzas, o equivalente a 58,4% do total exportado em todo o ano passado, quando as vendas do país ao exterior fixaram-se nos 28,04 biliões, segundo os cálculos do Jornal de Economia & Finanças, com base nos dados estatísticos sobre o Comércio Externo publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Contas feitas, as exportações de bens de Angola registaram um crescimento impulsionado pela componente petróleo, combustíveis e gás, que representa quase 90% das vendas do país ao exterior, metais comuns, pérolas, alimentos e minerais.
Só para se ter uma ideia, entre Janeiro e Junho deste ano, o mês de Março foi o período em que as exportações atingiram o pico, com um registo de 3,85 biliões de kwanzas, seguido pelo mês de Abril em que as vendas foram de 3,31 biliões. Em Junho de 2026, registou- -se um aumento de 18,54% das exportações de bens e 43,82% das importações de bens, comparativamente ao período homólogo. Em relação ao mês passado, as exportações tiveram uma diminuição de 20,77% e as importações de bens um aumento de 0,55%.
Quanto aos bens exportados, constata-se que, durante o período em análise, os principais grupos de produtos foram petróleo, combustíveis e gás com 95,40%, metais comuns com 1,83% e pérolas, pedras e metais preciosos, bijutarias com 0,82% em relação ao valor total.
Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) os principais países de destino das exportações de bens, durante o período em análise, foram China, com 39,75%; Índia, com 9,06%; Países Baixos, com 5,89%; Tailândia, com 5,77%; e Espanha, com 5,72%, em relação ao valor total.
Ainda no mês de Junho, os grupos de produtos com maior aumento no valor das exportações de bens em relação ao período homólogo foram: produtos químicos e farmacêuticos, plástico e borracha, e outros produtos. Por outro lado, nas importações de bens foram: petróleo, combustíveis e gás (refinados), pele e couro, e vestuário e calçado.
No sentido inverso, as importações, no primeiro semestre deste ano, fixaram-se nos 8,20 biliões de kwanzas, o que corresponde a 53,69% se comparadas com todas as compras realizadas pelo país no exterior, no ano passado, quando as importações atingiram os 15,2 biliões de kwanzas.
No primeiro semestre de 2026, Maio foi o mês em que Angola importou mais, tendo atingido a cifra de 1,59 bilião de kwanzas, seguido do mês de Junho, com 1,56 bilião (ver infografia).
Para as importações de bens, indica o INE, os principais países de origem foram China com 20,55%, Estados Unidos da América com 8,39%, Ilhas Marshall com 7,98%, Países Baixos com 7,33% e Portugal com 7,29% em relação ao valor total.
No fecho do primeiro semestre de 2026, os países de destino com maior aumento nos valores transaccionados nas exportações de bens em relação ao período homólogo foram Tailândia, França e Malásia. Por outro lado, os países de origem que registaram maior aumento nas importações de bens foram Grécia, Países Baixos e Estados Unidos da América.
Nas importações de bens, os principais grupos de produtos foram petróleo, combustíveis e gás (refinados) com 32,08%; máquinas e aparelhos com 22,54%; produtos alimentares com 8,77%; veículos e outros meios de transporte com 8,32%; e metais comuns com 6,94% em relação ao valor global.
BALANÇA COMERCIAL POSITIVA
Por outro lado, os dados do INE indicam que, nos primeiros seis meses deste ano, a Balança Comercial de Angola (exportações menos as importações) registou um saldo positivo na ordem dos 8,17 biliões de kwanzas.
Só no mês de Junho deste ano, a Balança Comercial de Angola no mês de Junho de 2026 registou um saldo positivo na ordem de 1,16 bilião de kwanzas contra 1,210 bilião de kwanzas do período homólogo, como resultado do preço médio de petróleo bruto, principal produto de exportação.
Em relação ao ano passado, as trocas comerciais são já positivas para o país, indicando que Angola está a importar pouco e a vender mais ao exterior, embora o petróleo continue a ser o motor da economia, mas o certo é que o sector Não Petrolífero tem registado um aumento significativo, sobre o aumento da produção agrícola. &




