As vendas de Angola para a Nigéria (exportações) em Junho deste ano totalizaram 89,2 mil milhões de kwanzas (96,6 milhões de dólares ao câmbio do dia de ontem), um crescimento de 41.250 por cento em comparação com o período homólogo (Junho de 2025).
O dado sinaliza um comércio mais forte entre os dois maiores produtores de petróleo da África Subsaariana (parte do continente africano situada ao Sul do Deserto do Saara e constituída por 48 países). De acordo com o relatório do Comércio Externo de Junho, divulgado, recentemente, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), Nigéria e África do Sul representaram 3,28 e 2,75 por cento das exportações de Angola no período. A China foi o melhor destino com um peso de 39.7 por cento, estimado em 1,08 bilião de kwanzas (1,17 mil milhões de dólares). Em Junho, as exportações nacionais somam uma arrecadação de 2,71 biliões (2,94 mil milhões de dólares), abaixo dos 3,43 biliões (USD 3,71 mil milhões) em Maio, mas acima dos 2,29 biliões (USD 2,48 mil milhões) do mês homólogo. As trocas comerciais directas com a Nigéria baseiam-se em itens ligados ao ramo de infra-estrutura petrolífera, refinação e componentes mecânicos industriais. Embora o forte das exportações consolidadas em Junho tenha sido o sector dos Hidrocarbonetos e indústrias nacionais como a Promasidor, registaram em paralelo intenções formais de compra por parte do mercado nigeriano para a importação de bens alimentares de Angola. Segundo informações citadas da Angop, existe uma meta estratégica desenhada pela Comissão Bilateral Conjunta Angola-Nigéria para iniciar a exportação em massa de banana cultivada na província do Bengo, mas as operações de escoamento agrícola de grande escala estão calendarizadas ao longo dos próximos meses. Angola apresenta em Abuja visão sobre a agroecologiaO académico angolano Israel Freitas Domingos apresentou, recentemente, na Nigéria, uma comunicação sobre a importância da prática da agroecologia em África. Para o académico, a agroecologia deve ser vista como um caminho promissor para integrar princípios ecológicos aos sistemas agrícolas, fomentar a biodiversidade, optimizar o uso de recursos e construir resiliência no campo. Ismael Domingos foi um dos principais prelectores da recente Semana da Ciência Agrícola de África, que reuniu em Abuja, na Nigéria, investigadores agrónomos, biólogos e parceiros do sector, sob o lema: “Inovações e parcerias para sistemas agroalimentares resilientes e sustentáveis em África”. De acordo com um documento a que o Jornal de Angola teve acesso, o também docente do Instituto Superior Politécnico do Cuanza-Sul apresentou um estudo sobre os desafios críticos da agroecologia e da transformação dos sistemas alimentares no país. A pesquisa defende a adopção de práticas agrícolas sustentáveis, resilientes e equitativas por parte dos pequenos agricultores.




