Lobito – O Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário (FADA) pretende formalizar 1.411 cooperativas agrícolas familiares até Dezembro de 2026, anunciou, esta segunda-feira, no município da Catumbela (Benguela), o seu administrador executivo para Negócios, António Sanja.
Lobito – O Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário (FADA) pretende formalizar 1.411 cooperativas agrícolas familiares até Dezembro de 2026, anunciou, esta segunda-feira, no município da Catumbela (Benguela), o seu administrador executivo para Negócios, António Sanja.
O responsável prestou esta informação durante a cerimónia de abertura da segunda etapa do projecto, que visa capacitar, organizar e criar melhores condições para que as cooperativas possam aceder ao financiamento e transformar as suas organizações em unidades produtivas.
António Sanja informou que o projecto já chegou a dez províncias do país, tendo, na província de Benguela, atendido 318 cooperativas e abrangido 3.180 camponeses, no período de 14 a 21 de Janeiro deste ano.
No âmbito da iniciativa, 28 cooperativas assinaram, esta segunda-feira, contratos com o FADA, sendo um grupo do município da Baía Farta e outro do Dombe Grande.
Os produtores da Baía Farta estão ligados ao projecto dos blocos compactos, que conta com 11 projectos em fase de desembolso, avaliados em mais de 213 milhões de Kwanzas, e seis em processo de validação, num valor superior a 111 milhões de kwanzas.
Relativamente ao Dombe Grande, António Sanja informou existir uma parceria com a cooperativa Dombe Limitada, vocacionada para a produção de tomate destinado à fábrica de processamento de fruta.
"Temos aqui 11 projectos em fase de validação, num valor superior a 106 milhões de Kwanzas", afirmou.
Acrescentou que, no Dombe Grande, 17 produtores já receberam financiamento no valor de Kz 675 milhões, enquanto outros 25 encontram-se em fase de validação, aguardando um financiamento estimado em 625 milhões de Kwanzas.
Sobre as acções realizadas na província de Benguela, informou que, até 31 de Agosto deste ano, o FADA tinha 192 projectos aprovados, correspondentes a mais de cinco mil milhões de Kwanzas, dos quais 123 foram desembolsados, num valor superior a 3,8 mil milhões.
"Existem 69 projectos em fase financiamento, avaliados em 1,17 mil milhões de kwanzas", explicou.
"A responsabilidade do FADA é financiar a produção e acompanhar o produtor. Queremos que o crédito seja transformado em semente, equipamentos, produção, emprego, rendimento e capacidade de crescimento", alertou.
O responsável defendeu igualmente a necessidade de os produtores adquirirem conhecimentos para melhor gerirem as suas organizações, planificarem a produção, administrarem os recursos e trabalharem em conjunto para facilitar o acesso ao financiamento.
Para a componente de formação, explicou, estão envolvidos o Instituto Nacional de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (INAPEM) e o Instituto Nacional do Emprego e Formação Profissional (INEFOP), enquanto o Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA) se responsabiliza pela assistência e acompanhamento técnico.
As administrações locais, prosseguiu, apoiam na aproximação do projecto às comunidades, enquanto o FADA assegura os procedimentos de avaliação e o financiamento. TC/CRB



