A empresa Calcários da Huíla reduziu a produção diária em torno dos 64 por cento ao baixar de 420 para cerca de 150 toneladas, devido à falta de clientes no mercado nacional, informou, ontem, a chefe do departamento administrativo da fábrica.
Edna Eyanga, presente na 33.ª edição da Expo-Huíla,explicou que a redução da produção visa evitar a acumulação de grandes quantidades de material nos armazéns, numa altura em que a procura pelos produtos da empresa mantém-se baixa.
Actualmente, a fábrica tem cerca de 1.500 toneladas de calcário armazenadas, à espera de comercialização.
Edna Eyanga apontou também a falta de divisas e a escassez de acessórios e peças de reposição no mercado nacional como factores que condicionam a actividade da empresa. Segundo a responsável, a indisponibilidade de componentes pode obrigar a fábrica a esperar até três meses pela aquisição de peças simples.
Fundada em 2007, a Calcários da Huíla dedica-se ao processamento de rochas calcárias dolomíticas e calcíticas para a produção de correctores de acidez dos solos, carbonato de cálcio para alimentação animal e cal hidratada, utilizada no tratamento de água e na refinação de açúcar.
A empresa lançou, em 2025, o EcoMagic Foliar, fertilizante natural destinado à protecção das plantas contra a exposição solar, e o Fill Tek, uma massa de acabamento para a construção civil.
No mesmo ano, iniciou a exportação do EcoMagic Foliar para Portugal, tendo enviado, até ao momento, 30 toneladas do produto.
A responsável defendeu maior utilização do calcário na agricultura, considerando que a correcção da acidez dos solos contribui para a redução dos custos com fertilizantes e para o aumento da produtividade das culturas.
Segundo Edna Eyanga, entre 85 e 90 por cento dos solos do país apresentam níveis elevados de acidez, sendo recomendada a aplicação de duas a 2,5 toneladas de calcário por hectare, em função das características do solo.




