A subida do preço da farinha de trigo, que disparou de 33 mil para 37.750 kwanzas pelo saco de 50 quilos, está a sufocar as padarias de Cabinda.
Este aumento de 12,5% é visto pelas panificadoras como um golpe corrosivo na saúde financeira dos seus negócios.
Ouvidos pelo Jornal de Angola, gestores locais afirmam que a única alternativa para viabilizar a produção tem sido reduzir o tamanho do pão.
O gerente da padaria Cossuenda, Málem Mavungo, explicou que a escalada de preços ocorreu num período de apenas três meses.
O empresário apontou que o aumento inesperado desregulou o fluxo de caixa da empresa, tornando insustentável a manutenção dos níveis anteriores de stock.
Segundo o responsável, a unidade comprava cerca de 70 sacos de farinha por semana, mas o encarecimento forçou uma redução para apenas 50 sacos, afectando drasticamente a capacidade de produção.
Essa quebra na matéria-prima disponível resultou numa diminuição imediata das fornadas diárias, reduzindo o volume de vendas no balcão e gerando prejuízos na facturação mensal.
Na mesma linha, Luís Moisés, fiscal da padaria Autoval, reforçou que a instabilidade no custo da farinha de trigo compromete o normal funcionamento da empresa.
O profissional esclareceu que a farinha não é o único peso no orçamento, uma vez que o preço do fermento, do açúcar e dos combustíveis para os geradores também registou agravamentos recentes.O cenário é partilhado pelo empresário Abdel Aziz, proprietário da padaria homónima, que confirmou o impacto negativo da inflação dos insumos na panificação local.




