A Fazenda Morais, localizada na comuna de Cabinda, município do Golungo-Alto, no Cuanza-Norte, prevê elevar a produção de óleo de palma de 14 mil para 20 mil litros anuais, com o processo, em curso, de modernização dos métodos de processamento e a melhoria das condições de armazenamento e conservação do produto.
Em declarações ao Jornal de Angola, o agricultor Adão Morais revelou que a aquisição de equipamentos modernos permitirá optimizar a extracção, conservação e acondicionamento do óleo de palma, um processo que, até ao momento, é feito de forma tradicional. A mudança garantirá maior capacidade produtiva e qualidade ao produto.
Actualmente, a fazenda emprega 15 trabalhadores e conta com mais de 30 mil palmeiras numa área de aproximadamente 23 hectares.O óleo de palma produzido na propriedade tem como principal destino o Mercado do 30, na província de Luanda, onde é comercializado a preços que variam entre 800 e mil kwanzas por litro.
Segundo Adão Morais, a venda do produto permitiu arrecadar, no ano passado, cerca de 11 milhões de kwanzas, valor integralmente reinvestido na melhoria do palmar e na linha de produção do óleo.
Entre os principais constrangimentos, o agricultor apontou a falta de meios para a transição dos métodos rudimentares para sistemas modernos, bem como as dificuldades no escoamento e transporte da mercadoria até aos centros comerciais.
Com uma extensão total superior a 200 hectares, a fazenda dedica-se igualmente ao cultivo de mandioca, banana, café, citrinos, batata-doce, batata-rena e hortaliças, mantendo o palmar como a sua principal actividade e fonte de rendimento.




