FILDA 2026: Industriais valorizam incentivos para os materiais de construção

A utilização de materiais industriais produzidos em Angola para a construção de até 25 hospitais por ano, com capacidade para 124 camas cada, permitirá reduzir em cerca de 61 mil toneladas as emissões de carbono no país.
A Associação, que participa na 41.ª edição da FILDA, a decorrer na província de Icolo e Bengo, manifestou-se, ontem, satisfeita com o alinhamento e os incentivos proporcionados pelo Executivo aos industriais angolanos. Optar por materiais produzidos em Angola, uma medida incentivada pelo Executivo no âmbito da redução das importações, traz vantagens directas para o ambiente e para a economia, visto que elimina os fretes marítimos de longa distância e reduz o desperdício de embalagens. Segundo a Associação, trata-se de uma redução auditável, baseada no cenário da construção de até 25 hospitais por ano, demonstrando o impacto da substituição das importações na sustentabilidade do país. A Associação das Indústrias de Materiais de Construção de Angola (AIMCA) conta com 39 associados, localizados nas províncias de Luanda, Icolo e Bengo, Benguela e Huíla, que produzem, em grande escala, estruturas de betão e aço, alvenarias, revestimentos, infra-estruturas técnicas e acabamentos. Os associados dispõem de uma produção nacional robusta de cimento, betão e aço, elevada capacidade de fabrico de blocos, cerâmica, tintas, pedra, cabos, tubos, equipamentos, bem como produtos de carpintaria e caixilharia. Desde 2017, a AIMCA é reconhecida como Organismo de Normalização Sectorial para o sector da construção e dos materiais de construção em Angola, desenvolvendo as suas actividades sob orientação do Instituto Nacional das Infra-estruturas da Qualidade (INIQ), tutelado pelo Ministério da Indústria e Comércio. Carla Ferreira, membro da direcção da Associação, explicou que a AIMCA existe há vários anos e que a sua presença na FILDA visa, mais uma vez, dar a conhecer o que já é produzido em Angola e demonstrar que é possível garantir maior sustentabilidade ambiental através da produção nacional. A produção nacional, explicou, quando comparada com materiais importados por via marítima ou terrestre, permite uma poupança de cerca de 61 mil toneladas de carbono, graças à maior eficiência logística. Acrescentou que a Associação integra o organismo de normalização sectorial e trabalha na elaboração de normas técnicas, em parceria com organismos públicos, muitas das quais já estão em processo de transformação em legislação para o sector dos materiais de construção. No que diz respeito a associados, A AIMCA reúne actualmente 39, e pretende aumentar esse número através da participação na FILDA, baseando-se no cumprimento de critérios rigorosos de qualidade. A maior concentração de associados continua a verificar-se em Luanda, Icolo e Bengo, Benguela e Huíla. A meta da Associação é passar a contar com industriais associados nas 21 províncias do país. Carla Ferreira reiterou a satisfação da Associação com o alinhamento e os incentivos do Executivo ao sector industrial. "Estamos muito satisfeitos com o alinhamento do Presidente da República, João Lourenço, e do ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, na valorização da indústria angolana. Há uma preocupação em identificar as dificuldades do sector e criar condições para que as empresas continuem a crescer", afirmou. Os industriais, frisou, estão alinhados com o programa de redução das importações. Reconheceu, contudo, que as empresas ainda não operam a 100 por cento da sua capacidade instalada.


