FILDA 2026: Pólo Industrial da Catumbela proporciona 3.800 empregos

O Pólo de Desenvolvimento Industrial da Catumbela-Benguela (PDICB) está a consolidar a sua posição como um dos principais centros de industrialização do país, ao reunir, actualmente, 99 empresas instaladas, das quais 29 são unidades industriais responsáveis pela criação de mais de 3.800 postos de trabalho directos.
Os indicadores reflectem o crescimento gradual da actividade produtiva no empreendimento e deverão ser actualizados até ao final do ano, em função da entrada em operação de novos projectos que se encontram em fase de instalação e construção. A dinâmica empresarial registada no pólo tem sido impulsionada pelo aumento da procura por espaços industriais e pelas oportunidades criadas pelo Corredor do Lobito, projecto que está a reposicionar Benguela como uma plataforma logística e industrial de referência para Angola e para a região austral de África. A localização estratégica do PDICB, associada à disponibilidade de terrenos infra-estruturados, energia eléctrica e ligações ferroviárias e portuárias, constitui um dos principais factores de atracção para investidores interessados em desenvolver actividades industriais voltadas para os mercados nacional e regional. “É neste contexto que o Pólo de Desenvolvimento Industrial da Catumbela participa na 41.ª edição da Feira Internacional de Luanda (FILDA 2026), procurando reforçar a promoção das suas potencialidades junto de empresários nacionais e estrangeiros. O objectivo, segundo o presidente do Conselho de Administração do PDICB, Miguel Etossi Correia, consiste em captar novos investimentos para acelerar o processo de industrialização e aumentar a capacidade produtiva instalada. Na FILDA, o PDICB integra o pavilhão institucional do Ministério da Indústria e Comércio, onde apresentará as vantagens competitivas do empreendimento, destacando as condições existentes para a instalação de novas unidades fabris. Para o PCA, a feira representa uma oportunidade privilegiada para demonstrar que o pólo dispõe de condições favoráveis para acolher investimentos de diferentes dimensões, sobretudo nos sectores da agro-indústria, processamento alimentar e indústria transformadora. Miguel Etossi Correia considera que o Corredor do Lobito deixou de representar apenas uma infra-estrutura ferroviária para se afirmar como um verdadeiro corredor de desenvolvimento económico regional. Na sua avaliação, o reforço das ligações logísticas entre o Porto do Lobito, a República Democrática do Congo e a Zâmbia está a despertar o interesse de investidores que procuram instalar unidades industriais capazes de beneficiar da facilidade de transporte de matérias-primas e do escoamento da produção para diferentes mercados. O PDICB já regista pedidos de reserva de lotes por parte de empresas interessadas em produzir e transformar bens, aproveitando as vantagens proporcionadas pelo corredor. Oferta eléctrica é ainda incapaz de dar resposta plenaO Pólo Industrial da Catumbela dispõe, actualmente, de 50 megawatts de energia na Fase II (Luongo), capacidade considerada insuficiente para responder ao ritmo de subida da procura. Neste sentido, decorrem contactos com a Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE) para reforçar a subestação com mais 50 a 80 megawatts, permitindo responder às necessidades das unidades industriais em construção. A expectativa do Conselho de Administração é que este movimento se traduza, nos próximos meses, no aumento do número de empresas instaladas, na criação de novos empregos e no fortalecimento da base industrial da província de Benguela. Apesar do crescimento, o PCA reconhece que persistem desafios que condicionam a expansão do pólo.


