FILDA 2026: Presença estrangeira este ano cresce com mais 400 empresas

A presença estrangeira na Feira Internacional de Luanda (FILDA) tende a crescer de ano a ano, sendo que os 21 países trazem mais 400 novas empresas em relação à edição passada.
Entre as representações externas, destacam-se a República da China, Portugal, Itália, Índia, Reino Unido, Ghana, Zâmbia, Congo e Namíbia, só para citar. Nesta 41.ª edição, o Pavilhão Internacional alberga empresas dos sectores Alimentar, Restauração, Mineração, Petróleo, Maquinarias, Agricultura, Resíduos sólidos, Bebidas, Têxtil, Gráficas, Papelaria, e grande parte participam pela primeira vez. Com foco na busca de parceiros estratégicos para o desenvolvimento económico para ambos os mercados, as empresas trazem em exposição tudo que produzem, desde produtos, serviços, programas de sustentabilidade, incluindo a diplomacia já que os stands têm como principal representantes as embaixadas acreditadas em Angola e as Câmaras de Comércio e Indústria. As repúblicas do Ghana e Zâmbia, por exemplo, marcam presença na Filda com mais de 20 empresas. A maior parte expositoras de vestuários produzidos no país de origem, desde panos africanos, trajes finalizados, cosméticos, entre outros produtos sem químicos como manteiga natural e óleo de coco. No caso da Itália, o stand está composto por dez empresas expositoras das quais cinco participam pela primeira vez. Uma das empresas, a BBM, com sede em Itália, na cidade de Veneza, é especializada na produção de máquinas e equipamentos para a manutenção de linhas férreas e comboios. O responsável das oficinas mecânicas da BBM, Mário Baggio, sente-se satisfeito por participar no certame porque conseguiu manter contacto com grandes empresas angolanas e estrangeiras que se interessaram no projecto, como a Mota Engil e o Caminho de Ferro de Luanda.Mário Baggio avalia o evento como positivo, e destaca Angola como um país importantes do ponto de vista de desenvolvimento futuro por implementar grandes programas e infra-estruturas como o Corredor do Lobito, que é uma realidade. “Sabemos que o Governo vai desenvolver novos projectos, e nós, como empresa que actuamos neste ramo, esperamos fazer parte dos futuros programas como um dos parceiros estratégicos para darmos o nosso contributo no desenvolvimento do país”, sublinhou. Outra empresa em destaque, que também participa pela primeira vez, é a For Tec Sistemas de Reciclagem, especializada em construção e serviços, presente no mercado mundial há 25 anos. Está representada pelo empresário e fundador, Marco Zoccarato, que informou o foco da instituição ser a produção de máquinas para tratamento de resíduos sólidos, processo de reciclagem Marco Zoccarato, que considera a FILDA como uma oportunidade de negócio, disse que nos primeiros três dias conseguiu dialogar com empresários de várias nacionalidades, incluindo, momentos de trocas de experiência entre as partes,“O meu objectivo é replicar em Angola o que executamos no mercado europeu”, sublinhou o empresário italiano que reforçou que Angola tem potencialidades que constituem oportunidades de investimento. Parceiro estratégicoA empresa SIMC, diferente das outras acima citadas, embora faça parte da classe das que participam pela primeira vez, já é parceira de Angola com a participação em vários projectos de iniciativa do Governo de Angola. Fundada em 1989, no Nordeste da Itália, a instituição está presente em 70 países do mundo, nomeadamente, Portugal, Espanha, China, Índia, entre outros. Com parceiros em Angola, nas províncias do Namibe, Huíla e Luanda, a empresa produz máquinas especializadas para tratamento de rochas ornamentais, desde granitos e mármores. Maximiliano Mantelato, como representante da empresa, sente-se feliz por ser um dos convidados da Câmara de Comércio e Indústria Angola Itália que nos últimos anos tem envidado esforços para que Angola e Itália fortifiquem cada vez mais as relações comerciais. “Vendemos produtos e tecnologias. Vamos continuar a trabalhar a fim de melhorar os serviços para satisfazer os clientes”, frisou.


