Pelo menos doze das 19 empresas do sector Mineiro legalizadas para a exploração de diamantes, em Malanje, encontram-se paralisadas há cerca de oito anos, alegadamente por falta de capacidade técnica, revelou o director do Gabinete Provincial para o Desenvolvimento Integrado.
Pedro Nginje fez este pronunciamento à margem dos preparativos do Conselho Consultivo do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, que decorre de 13 a 14 deste mês, naquela província, sob o Lema “Recursos Minerais, Petróleo e Gás como factor de crescimento, diversificação, desenvolvimento sustentável e soberania”. A situação preocupa o Governo Provincial, tendo em conta que estas empresas detêm contratos de concessão para a exploração de minerais, e uma vez paralisadas deixam de pagar impostos e inviabiliza a criação de empregos. Segundo Pedro Nginje, caso as empresas não apresentem documentação que justifique os motivos da paralisação, a situação poderá ser considerada abandono, podendo as respectivas áreas de exploração reverter a favor do Estado. O responsável defende, por isso, a necessidade de se encontrar uma solução para as áreas concessionadas que permanecem inactivas, de modo a garantir o seu aproveitamento e contribuir para o desenvolvimento do sector Mineiro na província. Na ocasião, Pedro Nginje falou ainda sobre as várias manifestações de investidores nacionais e estrangeiros que pretendem canalizar investimentos para o sector dos Recursos Minerais na região, destacando empresários da Mauritânia, Líbia e África do Sul e que pretendem o estabelecimento de parcerias nacionais, o que seria uma solução de investimento para as empresas paralisadas. De acordo com Pedro Nginje, os municípios de Milando, Quirima, Cambundi- Catembo, Xandel, Pungo a Ndongo destacam-se entre as localidades com áreas de exploração de diamante supostamente abandonadas por empresas.




