O Bureau anunciou hoje a entrada do Fundo Soberano de Angola (FSDEA) na sua estrutura accionista, o que permitirá à primeira central privada de informação de crédito licenciada no país alargar a atividade junto de instituições financeiras.
Com o objectivo de promover e apoiar o desenvolvimento económico de Angola, a Bureau tem a ambição de auxiliar empresas, instituições, cidadãos e a economia em geral.
Através do Decreto Presidencial nº 275/20, de 21 de Outubro, o governo angolano (do MPLA há 51 anos) lançou as bases legais que legitimam a sua actuação como primeira e única Central Privada de Informação de Crédito no país. Por sua vez, a Agência de Protecção de Dados (APD) concedeu-lhe a licença para gerir um extenso Banco de Dados Nacional.
Em tese, o Bureau aposta em reduzir a assimetria de informações, minimizando as taxas de incumprimento e promovendo acções de educação financeira. Assim, cada vez mais empresas e instituições conseguirão alavancar os seus resultados e melhorar as condições de acesso ao crédito dos angolanos. Daí resultarão taxas de juros médias mais baixas, aumento da concorrência no mercado de crédito e, como consequência, um acesso ao crédito mais fácil e responsável.
Em resumo, é uma empresa privada de carácter público empenhada em gerir um banco de dados completo, que inclui todo o histórico de pagamentos relevantes dos consumidores com o propósito de analisar os hábitos de consumo e consequentemente melhorar as decisões das empresas e instituições no momento de concederem crédito.
A parceria anunciada hoje resulta de um Acordo de Subscrição assinado entre as das instituições a 4 de Junho e “marca o início de uma nova fase de consolidação institucional e de crescimento” do Bureau, segundo um comunicado divulgado à Imprensa.
O Bureau “recolhe, trata e analisa informação sobre o comportamento financeiro e de consumo de cidadãos e empresas para apoiar decisões de crédito mais rigorosas”.
Além de suporte ao crédito, a informação permite, também “aos operadores de telecomunicações desenhar produtos ajustados a diferentes segmentos de clientes, às seguradoras conhecer melhor o perfil dos seus segurados e aos investidores avaliar o potencial de crescimento de um mercado”.
“Com o FSDEA como accionista de referência, o Bureau reforça a sua governação corporativa, com a integração prevista de um administrador designado pelo Fundo no Conselho de Administração”, lê-se no comunicado.
A central de informação financeira “ganha também uma base sólida para alargar a sua atividade junto de bancos, seguradoras, operadores de telecomunicações, instituições de micro finanças, ´fintechs`(tecnologia financeira), investidores, empresas e cidadãos”, acrescenta.
Citada no comunicado, a presidente do Conselho de Administração, Adriana Dias, indica que, “nos próximos dois anos, o Bureau vai concentrar a sua actividade em três prioridades: a modernização da plataforma tecnológica, o alargamento da rede de instituições parceiras e o lançamento de um catálogo de produtos para cada segmento do mercado”.
O catálogo, especifica, inclui relatórios de crédito, pontuação de risco, monitorização de carteiras, estudos e indicadores de mercado e serviços de auto consulta para cidadãos e micro negócios.
A central de informação propõe-se ainda promover iniciativas de literacia financeira sob o mote “Conhecer para decidir melhor” com o objetivo de “ajudar cidadãos e empresas a compreender como o seu histórico influencia o acesso ao crédito, a seguros e a outros serviços”.




