A época venatória nacional 2026 foi aberta ontem, no município dos Gambos, província da Huíla, com a atribuição de 46 licenças de caça do tipo B aos operadores, destinadas à actividade em fazendas de pecuarização de animais selvagens.
Os títulos de autorização de caça foram entregues pelo secretário de Estado para as Florestas, João Bartolomeu, que considerou a quantidade de licenças solicitadas reflexo do "firme compromisso" do Estado em assegurar uma actividade cinegética devidamente regulamentada e tecnicamente orientada para a conservação da biodiversidade. João Bartolomeu disse que objectivo do sector é garantir que todos os intervenientes nesta actividade integrem um modelo organizado, transparente e sustentável, para que a valorização económica da fauna esteja sempre associada à responsabilidade ambiental e ao interesse nacional. A província da Huíla congrega perto de uma dezena de fazendas de pecuarização de animais selvagens, que, segundo João Bartolomeu, esses espaços assumem um papel estratégico, constituindo unidades de reprodução, manejo, conservação e valorização económica da fauna, que permite o desenvolvimento de uma actividade cinegética organizada, regulamentada e compatível com os princípios da sustentabilidade. O período venatório no país, em regra, acontece de 1 de Agosto a 31 de Dezembro, podendo ser ajustado pelas autoridades responsáveis por razões técnicas ou ambientais.



