Luanda – O presidente da Universidade de Xiangtan, Liao Yongan, defendeu esta quarta-feira, em Luanda, uma maior ligação entre as universidades angolanas e chinesasa, para transformar o conhecimento científico em inovação, produtos e desenvolvimento socioeconómico.
Luanda – O presidente da Universidade de Xiangtan, Liao Yongan, defendeu esta quarta-feira, em Luanda, uma maior ligação entre as universidades angolanas e chinesasa, para transformar o conhecimento científico em inovação, produtos e desenvolvimento socioeconómico.
Ao intervir durante a Conferência sobre Experiência das Universidades chinesas e Papel do Direito na Protecção dos Investimentos da China, o também académico apontou, igualmente, o reforço da cooperação entre as instituições de ensino superior dos dois países, com foco na formação de talentos e transferência de tecnologia.
Destacou a necessidade de aproximar as universidades, empresas e plataformas de inovação, para facilitar a transformação dos resultados científicos em soluções aplicáveis à produção e ao mercado.
“A experiência chinesa demonstra que a valorização dos resultados científicos não deve limitar-se à assinatura de acordos entre universidades e empresas, mas criar estruturas e serviços especializados para avaliação de tecnologias, procura de mercados, negociação e transferência de conhecimento”, sublinhou.
Para as universidades angolanas, o gestor propôs o estabelecimento de um quadro institucional adequado para criar plataformas de inovação, formar equipas profissionais e promover a cooperação.
Referiu que os resultados da investigação científica só revelam o seu valor quando chegam à produção e ao mercado e contribuem para o desenvolvimento económico e social do país.
Por sua vez, o professor Carlos Feijó destacou a evolução das relações económicas e jurídicas entre Angola e China, com realce para o novo quadro de protecção dos investimentos dos dois países.
Durante a sua abordagem sobre "O papel do direito na protecção dos investimentos China/Angola”, o académico defendeu o reforço do quadro jurídico e institucional angolano no domínio da arbitragem, para responder aos compromissos assumidos por Angola, no âmbito da cooperação bilateral com a China.
Carlos Feijó chamou, igualmente, atenção para questões relacionadas com a expropriação, transferência de capitais e resolução de litígios decorrentes dos investimentos estrangeiros.
A conferência, que visou partilhar experiências sobre os caminhos da cooperação académica e do desenvolvimento entre Angola e China, foi promovida pela Angola Capital Humano e contou com a participação de representantes do Governo, com realce para o secretário de Estado para Relações Exteriores, gestores, académicos, estudantes, entre outras individualidades. AG/QCB



