Luanda – A directora de Vida e Fundo de Pensões da Nossa Seguros, Albertina Napita, defendeu esta sexta-feira, em Luanda, o reforço da literacia financeira e a criação de mecanismos para facilitar a adesão aos fundos de pensões.
Luanda – A directora de Vida e Fundo de Pensões da Nossa Seguros, Albertina Napita, defendeu esta sexta-feira, em Luanda, o reforço da literacia financeira e a criação de mecanismos para facilitar a adesão aos fundos de pensões.
Em declarações à imprensa, à margem da terceira edição do fórum sobre Fundo de Pensões, sublinhou ser importante promover iniciativas com inclusão dirigidas às universidades, com vista a levar os jovens a pensar na poupança para reforma desde cedo.
Entre esses mecanismos, apontou os fundos abertos, que permitem a participação de trabalhadores por conta própria e de pessoas inseridas no sector informal.
Nestes fundos, explicou, os contribuintes podem definir valores de acordo com a sua capacidade de poupança.
Citou, a título de exemplo, a possibilidade de uma pessoa com um rendimento mensal de 30 mil kwanzas canalizar 10 mil kwanzas regularmente para o fundo.
Fez saber que os valores entregues seriam posteriormente investidos e rentabilizados pela entidade gestora, com o objectivo de assegurar uma pensão complementar na reforma.
Reforçou que os fundos de pensões podem desempenhar um papel complementar ao sistema de protecção social, nomeadamente ao Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), contribuindo para reduzir a pressão sobre o sistema e reforçar a protecção financeira dos trabalhadores na reforma.
Segundo a gestora, o desafio ganha maior relevância devido ao peso do sector informal na economia angolana, que limita a capacidade de contribuição para o sistema de segurança social.
Albertina Napita considerou necessário criar alternativas que permitam também aos trabalhadores informais beneficiar de protecção social na reforma.
A terceira edição do fórum sobre Fundo de Pensões decorreu sob o tema "Como Massificar a Poupança para a Reforma?”.
O evento, promovido pela Revista Economia e Mercado, reuniu especialistas nacionais e internacionais para abordar sobre as estratégias para diversificar as receitas e promover a poupança para a reforma.
O fórum centrou-se na inclusão, literacia financeira, confiança e a criação de soluções de poupança adequadas às diferentes realidades dos trabalhadores e das empresas nacionais.HM/CS




