Calumbo - O ministro dos Transportes e Logística da República de Moçambique, João Jorge Matlombe, defendeu hoje (terça-feira), no Icolo e Bengo, que os governos devem ser os primeiros clientes consumidores da produção interna, com vista ao desenvolvimento local.
Calumbo - O ministro dos Transportes e Logística da República de Moçambique, João Jorge Matlombe, defendeu hoje (terça-feira), no Icolo e Bengo, que os governos devem ser os primeiros clientes consumidores da produção interna, com vista ao desenvolvimento local.
O titular da pasta dos Transportes de Moçambique proferiu essas palavras no final de uma visita que realizou nas instalações do Grupo OPIA Motors, na companhia do secretário de Estado angolano para os Transportes Terrestres, Jorge Bengue.
Para o ministro, o mais importante é os governos acreditarem, criarem facilidades e darem apoio aos produtores locais de modos a contribuírem no seu desenvolvimento.
Disse ser importante para os governantes assumirem as suas responsabilidades por ocasião da implantação das indústrias e continuarem a fazer importações.
Na sua visão, é preciso que os governos tenham coragem em absorver de forma prioritária, todo tipo de veículos montados localmente comparativamente com as importadas, porque só assim se desenvolve a indústria local.
Disse que a sustentabilidade desta indústria depende do compromisso do Estado como principal parceiro nesta fase de consolidação da empresa, continuando a assumir o seu compromisso através de programas.
Reconheceu que na OPAIA Motors está também a contribuir para a empregabilidade dos jovens para o seu sustento, uma vez que grande parte da mão-de-obra é garantida por jovens angolanos.
Disse que a industrialização do Continente Africano é um desafio, e o que viu durante a visita mostra passos concretos que Angola está neste momento a consolidar e reduzir o nível do volume de importações de meios de transporte para atender às necessidades primárias do próprio país.
O ministro acrescentou que para o desenvolvimento do Continente Africano é importante que se comecem a concretizar parcerias entre os próprios africanos, de modos a se reduzir as exportações de divisas.
Do lado da OPAIA Motors, o seu director-geral, José Moreira, disse estarem a fazer a expansão regional dos seus produtos, começando pelos países mais próximos de Angola e neste momento o foco é abranger o mercado moçambicano.
Disse que durante a visita demonstrou toda a capacidade da OPAIA Motors e todas as inovações que podem trazer, quer para Angola, quer para Moçambique.
O complexo industrial de montagem e comercialização de veículos do Grupo OPAIA foi inaugurado a 20 de Janeiro de 2026 na Zona Económica Especial (ZEE), em Calumbo, Icolo e Bengo. DJ/AJQ




