A greve nacional de professores angolanos arrancou esta Segunda-feira conforme previsto, com um nível de adesão que ronda os 100%, avançou à lusa fonte sindical.
O secretário-geral do Sindicato Nacional de Professores (SINPROF) angolano, Admar Jinguma, referiu que “a greve é um facto”, salientando que “na maioria das províncias o nível [de adesão] está a rondar os 100%”.
O SINPROF convocou quatro períodos de greve, o primeiro para 21 de Setembro, em protesto contra o alegado incumprimento do acordo celebrado com o executivo, em Janeiro.
“Aqui em Luanda não há literalmente aulas em nenhuma instituição pública e público-privada de ensino, as outras províncias também já temos a fotografia através das imagens que estão a chegar, a greve é efetiva”, referiu Admar Jinguma.
Segundo o sindicalista, na Quarta-feira foi realizado o último encontro entre as partes, mas não foi alcançado nenhum entendimento, nos pontos que ainda dividem professores e o Ministério a Educação, os dois primeiros do caderno reivindicativo.
“Estão relacionados com a progressão na carreira dos agentes e o nivelamento das carreiras e gestão do perfil académico, são esses os pontos que ainda nos dividem, não temos qualquer aproximação”, disse.
Admar Jinguma, citado pela Lusa, avançou que estava previsto um encontro para sábado, mas os professores entenderam não reunir nesse dia, estando disponíveis para reunir a partir de hoje.
A greve, subdividida em quatro fases, tem a primeira programada para o período entre 21 de Setembro e 15 de Outubro, a segunda para o período entre 02 e 18 de dezembro, a terceira para o período entre 10 e 26 de Fevereiro de 2027, e a quarta para o período entre 17 de Maio e 18 de Junho de 2027.



