Luanda - A criação de fundos dedicados às emergências climáticas para preservação de recursos da manutenção corrente das estradas regionais foi uma das recomendações saídas da 2.ª reunião do Grupo Focal da África Austral (ASAFG), que decorreu de 21 a 23 deste mês, em Luanda.
Luanda - A criação de fundos dedicados às emergências climáticas para preservação de recursos da manutenção corrente das estradas regionais foi uma das recomendações saídas da 2.ª reunião do Grupo Focal da África Austral (ASAFG), que decorreu de 21 a 23 deste mês, em Luanda.
Os participantes da reunião recomendaram, igualmente, a revisão das normas técnicas de construção e drenagem, integrando critérios de resiliência climática com prioridade para os troços e corredores de maior exposição.
Segundo os conferencistas, é fundamental diversificar as fontes de receita dos fundos rodoviários, com destaque para as portagens, parcerias público-privadas, a tarifação à quilometragem e a rentabilização da rede rodoviária.
Consta ainda das recomendações, o aprofundamento da cooperação regional na partilha de dados, nos sistemas de alerta e na mobilização conjunta de financiamento para os corredores transfronteiriços.
A 2.ª reunião do ASAFG concluiu também que as alterações climáticas deixaram de constituir um risco futuro, para se afirmarem como uma realidade presente e imensurável.
Destacou que as apresentações técnicas demonstraram a necessidade de distinguir, com rigor metodológico, os danos decorrentes do desgaste normal das vias, imputáveis ao ciclo ordinário de manutenção, dos danos provocados por eventos climáticos extremos.
A mudança de paradigma centrada na reconstrução pós-desastre, para uma lógica preventiva e adaptativa que incorpore os riscos climáticos na concepção, construção, drenagem e manutenção das estradas e pontes também consta das recomendações.
A 2.ª reunião do Grupo Focal da África Austral juntou as delegações dos países membros que discutiram, entre vários assuntos, os desafios da rede rodoviária da região Austral em função das alterações climáticas.
Realizada em regime de rotatividade entre os países membros, o evento do ASAFG constitui uma plataforma de diálogo e concertação para o reforço da cooperação regional.
A escolha de Angola como anfitriã da reunião representa uma oportunidade para o país reforçar a sua participação nos mecanismos de cooperação regional e contribuir para o debate sobre modelos sustentáveis de financiamento e manutenção das redes rodoviárias em África.
Essa actividade em Luanda também reafirma o compromisso de Angola com o fortalecimento da cooperação africana e a promoção de soluções sustentáveis para uma maior conectividade e mobilidade na região da África Austral.
A organização é composta por nove países, nomeadamente Angola, Eswatini, Lesoto, Malawi, Madagáscar, Moçambique, Namíbia, Zâmbia e Zimbabwe. AMC/QCB



