Lubango – O Governo Provincial da Huíla vai implementar, em breve, o sistema de campismo como alternativa para diversificar a oferta turística, reforçar o segmento de natureza e de aventura, anunciou hoje, segunda-feira, o director da Cultura e Turismo, Tiago Pinto.
Lubango – O Governo Provincial da Huíla vai implementar, em breve, o sistema de campismo como alternativa para diversificar a oferta turística, reforçar o segmento de natureza e de aventura, anunciou hoje, segunda-feira, o director da Cultura e Turismo, Tiago Pinto.
A iniciativa surge em resposta a uma das principais preocupações de visitantes estrangeiros, sobretudo os que entram pela fronteira Sul, uma vez que muitos viajam equipados para acampar e não recorrem a unidades hoteleiras, reclamando a existência de zonas de campismo seguras e devidamente estruturadas.
Em entrevista à ANGOP, Tiago Pinto explicou que estão em curso iniciativas privadas para a criação de espaços destinados ao campismo (zona onde turistas possa montar barracas), com destaque para um projecto da Água Preciosa, na zona envolvente ao Cristo Rei.
Segundo o director, essas diligências poderão contribuir para ampliar as experiências disponibilizadas aos visitantes e aumentar a permanência de turistas na província, depois de concluído o devido enquadramento legal.
O director provincial esclareceu que o campismo ainda não dispõe de legislação específica em Angola, pois o respectivo diploma está em fase de elaboração.
Por essa razão, acrescentou que não existe actualmente um mecanismo oficial e uniformizado que permita a administração quantificar os utilizadores dos espaços de campismo ou efectuar o seu acompanhamento estatístico.
A aposta no campismo, detalhou, integra uma estratégia mais ampla de diversificação da oferta turística da Huíla, que inclui a criação de roteiros e a promoção de experiências ligadas à natureza, cultura e aventura, além da realização de eventos.
A iniciativa, conforme o entrevistado, surge num contexto em que a província procura transformar-se num destino de permanência e não apenas de passagem, para aproveitar atractivos como a Serra da Leba, Cristo Rei, Fenda da Tundavala e Cascata da Huíla.
No primeiro trimestre de 2026, a Huíla registou 29 mil 613 turistas, uma redução de 13,82 por cento face ao período homólogo de 2025, enquanto a taxa média de ocupação das unidades hoteleiras e similares se situou em 65,19 por cento.
Tiago Pinto aponta para a insuficiência de infra-estruturas de apoio ao turista, dificuldades de acesso a determinados destinos, sinalização, qualificação dos recursos humanos, promoção e financiamento entre os principais desafios ao desenvolvimento turístico da província.
Actualmente, na província da Huíla estão licenciadas 89 unidades hoteleiras e similares, mil e 097 restaurantes e similares e 15 agências de viagens e turismo.
Para o restante ano, o sector perspectiva o aumento do fluxo turístico e da ocupação hoteleira, com o reforço da promoção dos destinos e a captação de novos mercados.
Em Junho do ano em curso, o governador provincial da Huíla, Nuno Mahapi, anunciou a disponibilização de um terreno na Tundavala para a instalação de um espaço de campismo destinado, sobretudo, a turistas estrangeiros que visitam a província em caravanas.
A medida pretende igualmente estimular o investimento privado na construção de infra-estruturas de apoio ao turismo, contribuindo para a diversificação da oferta turística e para o aproveitamento sustentável das potencialidades naturais da Tundavala.
A implementação de qualquer projecto na área deverá, entretanto, respeitar as normas de ordenamento do território e de protecção ambiental, tendo em conta a sensibilidade da região e a necessidade de preservar os recursos naturais e hídricos existentes. BP/MS




