O Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE) vai procurar investidores com capital, conhecimento técnico e capacidade de gestão para a privatização da Zona Económica Especial (ZEE) e da Angola Telecom.
A informação foi avançada pelo presidente do Conselho de Administração do IGAPE, Álvaro Fernão, durante o 5.º Fórum do Mercado de Capitais, realizado esta quarta-feira, 24, num debate sobre os desafios e oportunidades do mercado de capitais em Angola.
Segundo o responsável, os dois activos serão privatizados através de concursos públicos com prévia qualificação, ficando, para já, afastada a possibilidade de colocação das empresas em bolsa.
Álvaro Fernão explicou que o modelo escolhido pretende garantir a entrada de parceiros capazes de trazer investimento e conhecimento para melhorar o desempenho das empresas.
O investidor seleccionado poderá também participar na gestão e na governação das empresas, incluindo através de representação no Conselho de Administração.
Os requisitos económicos, financeiros, técnicos e de gestão dos candidatos serão definidos no caderno de encargos. O parceiro poderá receber poderes de decisão mesmo sem possuir, necessariamente, uma participação maioritária no capital.
O presidente do IGAPE esclareceu que o nível de representação no Conselho de Administração poderá aumentar de forma progressiva, tendo em conta eventuais investimentos adicionais realizados pelo parceiro.
A opção por parceiros estratégicos está relacionada, segundo Álvaro Fernão, com o facto de algumas empresas ainda não reunirem condições para serem colocadas no mercado de capitais e com o prazo de conclusão do actual Programa de Privatizações, previsto para Dezembro deste ano.
Apesar disso, o IGAPE mantém a Bolsa de Valores como modalidade preferencial sempre que os activos estejam preparados para cumprir os requisitos exigidos pelo mercado.
A estratégia pretende reduzir a presença directa do Estado na actividade empresarial, melhorar a eficiência dos activos públicos e atrair investimento privado para sectores considerados estratégicos.
Para o IGAPE, a entrada de investidores privados deverá contribuir também para dinamizar o mercado financeiro angolano e aumentar a base de investidores.




