A inauguração do banco de melhoramento e processamento de sementes, na província da Huíla,com capacidade para produzir 35 mil toneladas por ano, representa um avanço estratégico para o reforço da produção agrícola nacional e redução da dependência de sementes importadas.
Esta posição foi reafirmada, ontem, no Lubango, pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, quando procedia à inauguração oficial do complexo industrial.Na ocasião, considerou que a nova infra-estrutura é um investimento estruturante para acelerar a segurança alimentar e impulsionar a diversificação da economia. José de Lima Massano considerou a unidade industrial como a mais moderna do país e que vai permitir aumentar a produção de sementes certificadas, melhorar a qualidade do material disponibilizado aos agricultores e elevar os níveis de produtividade das principais culturas agrícolas. Segundo o ministro de Estado, a infra-estrutura constitui um passo importante que dá a possibilidade aos produtores de ter o acesso a sementes de elevado rendimento, factor indispensável para o aumento considerável da produção de cereais no país. O chefe da Equipa Económica do Governo explicou que a produção local de sementes constitui um dos principais factores para elevar os níveis de produtividade e fortalecer a competitividade do sector Agrícola. Reconheceu que Angola ainda depende da importação de uma parte significativa das sementes utilizadas no país, realidade que aumenta os custos de produção e condiciona o crescimento da agricultura. “Muitos produtores continuam a reutilizar sementes durante várias campanhas agrícolas, comprometendo o rendimento das culturas”, disse, tendo acrescentado que este tipo de investimento tem impacto directo no aumento da produção de alimentos e na melhoria da competitividade da agricultura nacional. Trata-se de um investimento de longo prazo, cujos resultados serão sentidos de forma progressiva, à medida que aumentar a produção e a utilização de sementes melhoradas em todo o país.Por esta razão, defendeu a construção de mais unidades com características semelhantes para reforçar a capacidade nacional de produção e garantir maior autonomia neste domínio. O ministro de Estado para a Coordenação Económica assegurou que o Executivo vai continuar a criar condições para apoiar investimentos estruturantes no sector Agrícola, através de mecanismos de financiamento e de políticas voltadas para o aumento da produção nacional. “Projectos desta natureza demonstram que o fortalecimento da agricultura passa pela aposta em infra-estruturas capazes de responder às necessidades dos produtores e contribuir para a substituição gradual das importações. O reforço da produção nacional de sementes constitui um dos pilares da estratégia do Governo para alcançar a autossuficiência alimentar, gerar empregos, aumentar o rendimento das famílias e consolidar um crescimento económico sustentável”, assumiu.




