Indústria extractiva e AIPEX esclarecem regras de acesso

A Agência de Investimento e Promoção das Exportações (AIPEX) e a Câmara para o Comércio, Indústria de Gás Petróleo e Minerais de Angola (CCIGPMA) fortaleceram parceria com vista a criar um ecossistema que facilite a interação entre operadores e investidores nacionais e estrangeiros em prol da dinamização dos diferentes subsectores do Oil & Gás e Mineração.
A garantia foi dada pela presidente da CCIGPMA, Isabel Fonseca, e pelo administrador da AIPEX, Jerónimo Pongolola, em declarações aos órgãos de comunicação social à margem da conferência "Angola Extractive Investment Summit", realizada ontem, no quadro das actividades paralelas do segundo dia da 41.ª edição da Feira Internacional de Luanda(FILDA), a decorrer de 21 a 26 do presente mês na Zona Económica Especial Luanda -Bengo, sob o lema "Connecting Global Markets". Isabel Fonseca começou por enaltecer a organização do certame, ao reiterar a disponibilidade da câmara em dar o seu contributo para que a 41.ª edição da FILDA seja coroada de êxito, o que passa pela promoção de actividades de fórum económico de grande vulto em que se pode abordar, de forma exaustiva, matérias inerentes ao fortalecimento dos sectores da Energias Renováveis, Oil & Gas e Mineração, assim como os pressupostos para a segurança do investimento da banca, seguros, tecnologias e conectividade das operações. A responsável defendeu a necessidade de se conjugar a dimensão da FILDA com as actividades da câmara no sentido de fazer um "outlook" do sector Extractivo em Angola, o frisar que "conseguimos conjugar agências, operadores e as empresas se conteúdo local" que, em sua opinião, " constituem o suporte que os operadores necessitam para poder operar no país". "A finalidade destas iniciativas é trazer mais conversas no sector, porque permitem aflorar temáticas do Oil & Gas e a mineração num mesmo evento, o contrário daquilo que tem sido norma, ou seja, só se trata de um sub-sector de forma isolada e este é o primeiro no qual conseguimos conjugar os três sectores", disse. A gestora considerou a FILDA como um ecossistema no qual o empresariado pode interagir para fortalecer a economia por meio da iniciativa privada, mas defende a necessidade da câmara que dirige realizar novos eventos em outros cenários, razão pela qual, segundo informou, " já está na forja a preparação da próxima conferência sobre o ambiente e desenvolvimento, agendada para Outubro do ano em curso. Segundo Isabel Fonseca, Angola tem oportunidade de se tornar uma potência africana, numa altura em que as iniciativas estruturais, tal como o Corredor do Lobito, vão facilitar, sobre maneira, o transporte das mercadorias da Zâmbia e do Congo, principalmente no que diz respeito à indústria extractiva. "É com este fim que trazemos a Agência de Facilitação de Trânsito e Transportes Terrestre destes três países que fizeram uma apresentação daquilo que são as oportunidades dentro deste corredor, que abarcam o sector do Turismo, Formação, Agricultura, Logística, assim como a AIPEX, cuja missão é fundamental, a partir do momento em que saímos do processo de extração para a industrialização", afirmou. Ambiente de negócios O administrador executivo da AIPEX, Jerónimo Pongolola, considerou a 41.ª FILDA como uma oportunidade para que iniciativas como a Angola Extractiva Investment Summit juntem técnicos de diferentes especialidades no sentido de esclarecer o papel dos diversos órgãos do Estado na relação com os operadores e investidores. Jerónimo Pongolola acredita que a sua intervenção serviu para que os presentes, doravante, tenham uma melhor percepção daquilo que são as tarefas incumbidas quer à Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), quer à Agência Nacional de Recursos Minerais (ANRM), ambas tuteladas pelo Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás.


