Prestadores de serviço querem mais presença no conteúdo local

A Associação das Empresas Prestadoras de Serviço na Indústria Petrolífera (AECIPA) defende a participação de operadores angolanos no sector Petrolífero, no sentido de impulsionar a angolanização dos demais sectores da economia.
O vice-presidente Luís Lago Gonçalves reconheceu, ontem, na Filda/2026, que decorre na Zona Económica Especial (ZEE), no Icolo e Bengo, que o país desenvolveu o ponto dos recursos humanos, em função das estatísticas oficiais de quadros nacionais que funcionam nas empresas operadoras na indústria petroquímica. Segundo o responsável, neste momento, as cifras indicam que a média se situa acima de 85 por cento, mas sugere que ainda há um caminho a fazer em termos de liderança real. "Se tivermos mais empresas angolanas operadoras, a angolanização vai triplicar em outros sectores, porque é função das empresas apoiar a consolidação do conteúdo local. Hoje, temos um grande número de angolanos em empresas operadoras, mesmo na área de liderança já somos, hoje, confrontados com muitos cargos de chefia, principalmente nas grandes empresas prestadoras de Serviço". O responsável referiu que existe uma tendência de se olhar apenas para os operadores e esquecer que há empresas prestadoras de serviço que são maiores que as operadoras e temos nestas instituições muitos angolanos em altas posições não só em Angola, mas pelo mundo fora, o que deve nos orgulhar bastante. "Ainda existe um caminho a ser feito, pois foi criada a Lei do Conteúdo Local, mas a sua aplicação depende muito de métricas, medidas, estudos que verifiquem exactamente a sua implementação, identificar as falhas. Este é um dos nossos desafios junto dos nossos parceiros, no sentido de criar condições que permitam que as empresas angolanas possam ser mais competitivas, com maior acesso às divisas para que haja equidade face às empresas estrangeiras", augurou.


