A Indústria Transformadora angolana beneficiou, entre Abril e Junho, de 61,4 mil milhões de kwanzas (66,5 milhões de dólares) em financiamentos obtidos, segundo o mais recente relatório sobre o crédito à economia do BNA.
Só o Aviso 10/2024 do Banco Nacional de Angola apresenta-se como responsável por uma cifra de 17,8 mil milhões no referido período. A informação disponibilizada indica que o acumulado de 783,9 mil milhões de Abril subiu para 824,8 mil milhões em Maio e encerrou nos 845,3 mil milhões de kwanzas em Junho. No referido período, o stock do crédito à economia real fixou-se em 7,3 biliões, enquanto o crédito bruto ficou calculado em 9,2 biliões de kwanzas. Entretanto, o crédito total concedido ao abrigo do Aviso 10/2024 do BNA para o fomento do sector real situou-se em 1,4 bilião de kwanzas, representando 71,3 por cento do total de crédito concedido a este sector e 15,6 por cento da carteira de crédito bruto do sistema bancário. Em comparação com o período homólogo, verificou-se um aumento de 118,9 mil milhões de kwanzas (9,3 por cento), com destaque para o aumento do financiamento de projectos nos subsectores da Indústria Transformadora e da Agricultura, Produção Animal, caça, floresta e pesca, que registaram acréscimos de 130,2 mil milhões de kwanzas (17,3 por cento) e 63,5 mil milhões de kwanzas (20,5 por cento), respectivamente. Estes aumentos compensaram a contracção de 74,9 mil milhões de kwanzas (19,2 por cento), observada no subsector das Indústrias Extractivas. Relatório do PRODESIRecentemente, informação disponibilizada pelo Ministério da Indústria e Comércio refere que o Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI) registou um crescimento expressivo no financiamento ao sector produtivo durante o II trimestre de 2026. Entre Abril e Junho, indica o documento, os desembolsos alcançaram 70,172 mil milhões de kwanzas contra 26,966 mil milhões de kwanzas no mesmo período de 2025, representando um crescimento de 160,3 por cento. A Indústria Transformadora concentrou a maior parcela dos recursos, com 73,4 por cento, seguida pela Pecuária (12,5 por cento), Agricultura (10 por cento), Comércio e serviços (2,2 por cento) e Pescas e Aquacultura (1,9 por cento). Em relação à distribuição dos recursos, a comunicação justifica que a mesma reforça a prioridade atribuída pelo Executivo à industrialização, diversificação da economia, segurança alimentar e substituição das importações, através do fortalecimento da capacidade produtiva nacional. Os resultados alcançados confirmam o papel do PRODESI como um dos principais instrumentos de apoio à produção nacional, contribuindo para estimular o investimento, promover o emprego, fortalecer as cadeias de valor e criar condições para um crescimento económico mais sustentável e diversificado.




