Luanda - A administradora do Instituto Nacional de Estatística (INE), Anália da Silva, defendeu, esta quarta-feira, em Luanda, o reforço da literacia estatística para melhorar a compreensão, interpretação e utilização das estatísticas oficiais pelos decisores, académicos e outros utilizadores.
Luanda - A administradora do Instituto Nacional de Estatística (INE), Anália da Silva, defendeu, esta quarta-feira, em Luanda, o reforço da literacia estatística para melhorar a compreensão, interpretação e utilização das estatísticas oficiais pelos decisores, académicos e outros utilizadores.
Em declarações à imprensa, após o segundo dia da Consulta Pública sobre a revisão da Lei do Sistema Estatístico Nacional e a elaboração da nova Estratégia Nacional de Desenvolvimento Estatístico (2026-2032), a responsável sublinhou que nem todo dado divulgado publicamente constitui uma estatística oficial e esclareceu que esta classificação depende da sua produção e divulgação pelos órgãos produtores de estatísticas oficiais.
Considerou ser importante verificar a toda informação tornada pública para que se saiba se foi divulgado pelos principais produtores de estatísticas oficiais em Angola, nomeadamente o Instituto Nacional de Estatística, o Banco Nacional de Angola e o Ministério das Finanças.
Acrescentou que as informações que "não tenham sido divulgadas por essas entidades podem ser analisadas, mas não devem ser consideradas estatísticas oficiais".
Anália da Silva disse ainda que a proposta de revisão da Lei do Sistema Estatístico Nacional introduz a literacia estatística como um dos princípios fundamentais para melhorar a compreensão dos conceitos estatísticos e promover o uso adequado da informação produzida.
Por seu turno, o jornalista e economista Daniel Sapateiro considerou o encontro fundamental por aproximar o INE aos jornalistas, bem como a outras entidades, responsáveis por transmitir informações aos agentes económicos.
Essa aproximação, segundo o economista, permite que os jornalistas estejam formados e informados para explicar às pessoas, com uma linguagem simples e acessível aquilo que muitas vezes é complexo e técnico.
Por essa razão, sugeriu a criação e o cumprimento rigoroso de um calendário de divulgação das estatísticas oficiais e a formação contínuam dos jornalistas para melhor interpretação dos dados.
Recomendou também a criação de mecanismos legais para o Instituto Nacional de Estatística gerar receitas próprias e garantir maior sustentabilidade financeira na realização dos estudos e operações estatísticas previstos para 2026 - 2032.
A Consulta Pública sobre a revisão da Lei do Sistema Estatístico Nacional e a elaboração da nova Estratégia Nacional de Desenvolvimento Estatístico (2026-2032) decorre de 29 de Setembro a 2 Outubro, com o objectivo de colher contributos para o aperfeiçoamento dos dois instrumentos e reforçar a articulação entre os diferentes intervenientes. AG/QCB




