Os custos comerciais dos países africanos representam cerca de 60 por cento, e resultam, em grande parte, de factores internos dos próprios Estados, incluindo ineficiências logísticas, dificuldades aduaneiras, restrições nos serviços e insuficiências das infra-estruturas, segundo informou, o ministro dos Transportes.
Ricardo D’Abreu, que falava no primeiro dia da 2.ª edição do Angola Hub Transportes e Logística Summit 2026 que terminou ontem, referiu que esta realidade demonstra que a integração regional não depende exclusivamente da construção de novas infra-estruturas ou da celebração de acordos internacionais.
Para o Ministro dos Transportes, situação depende também da capacidade de cada país modernizar os seus procedimentos, melhorar a eficiência dos serviços e criar condições para que as empresas possam operar em mercados progressivamente mais abertos e integrados.
Esta conclusão faz parte de um relatório do Banco Mundial e da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) publicado em Agosto de 2026, intitulado "Integrating Africa: From Threads to Hubs", dedicado aos desafios da integração africana e às condições necessárias para transformar os actuais mecanismos de ligação entre países em verdadeiros pólos regionais de produção e desenvolvimento.
Entretanto, disse, o relatório identifica quatro prioridades complementares, desenvolver cadeias de valor regionais, reduzir os obstáculos comerciais, regulamentares, aprofundar a implementação dos acordos regionais e reforçar as infra-estruturas e os serviços de interesse comum.
Ricardo D’ Abreu ressaltou que o Corredor do Lobito ocupa uma posição central nessa estratégia. A articulação entre o Caminho-de-Ferro de Benguela, o Porto do Lobito e as ligações aos países vizinhos constitui uma oportunidade para desenvolver uma plataforma logística regional que sirva diferentes actividades económicas.




