Luanda - O início da cobrança de novas taxas de portagem na Rede Rodoviária Nacional foi um dos principais assuntos que dominou a agenda da área económica da ANGOP nesta semana, que termina hoje, sábado.
Luanda - O início da cobrança de novas taxas de portagem na Rede Rodoviária Nacional foi um dos principais assuntos que dominou a agenda da área económica da ANGOP nesta semana, que termina hoje, sábado.
O acto formal sobre a entrada em vigor da nova tarifa de portagem decorreu na Barra do Kwanza, município de Belas (Luanda), sob coordenação do Fundo Rodoviário de Obras de Emergência (FROE), tutelado pelo Ministério das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação (MINOPUH).
A medida é estabelecida pelo Decreto Presidencial n.º 147/26, de 18 de Agosto, que fixa tarifas entre 250 e 85 mil kwanzas, valores que variam de acordo com a classe e o peso bruto dos veículos. Nos postos não fronteiriços, os valores vão de Kz 250, para motociclos com cilindrada até 125 centímetros cúbicos, a sete mil kwanzas, para veículos ou reboques com peso bruto superior a 16 mil quilogramas.
Nos postos de portagem fronteiriços, as tarifas situam-se entre Kz 2 500, para motociclos com cilindrada até 125 centímetros cúbicos, e 85 mil kwanzas, para veículos ou reboques com peso bruto superior a 16 mil quilogramas.
Ainda no sector das Obras Públicas, foi também destaque o começo da demolição mecânica do antigo edifício de tijolo inacabado do Largo da Maianga, em Luanda, uma empreitada com duração de três meses, com vista a eliminar os riscos para a segurança pública.
Trata-se do arranque da demolição mecânica (desmantelamento por fases) do imóvel da década de 70, constituído por 17 pisos superiores e três inferiores, que se encontra em estado avançado de degradação estrutural e de insalubridade.
No domínio financeiro, destacou-se a reunião do Comité de Política Monetária (CPM) do Banco Nacional de Angola (BNA), que decidiu reduzir a Taxa Básica de Juro de 15,75% para 14,75%, fruto da trajectória descendente da inflação e das perspectivas da sua evolução no curto e médio prazo.
Pelas mesmas razões, também reduziu-se a taxa de juro da Facilidade Permanente de Cedência de Liquidez de 16,75% para 15,75%, assim como a baixa da taxa de juro da Facilidade Permanente de Absorção de Liquidez de 14,75% para 13,75% e a redução do coeficiente de reservas obrigatórias em moeda nacional de 17,5% para 16,5%.
Na ocasião, o banco central anunciou que o activo consolidado do sistema bancário angolano, composto por 22 instituições financeiras que operam no país, está avaliado em cerca de 28 biliões de kwanzas.
Nos últimos sete dias também foi assinado um contrato entre o Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) e a Recredit, para transferência de uma carteira de crédito malparado de 434 entidades.
A carteira de crédito malparado está avaliada em 261,92 mil milhões de kwanzas. O acordo foi oficializado à margem da 5.ª sessão extraordinária da Equipa Económica, presidida pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano.
Ainda na banca, mais de um milhão de clientes foram beneficiados com microcréditos em todo país, durante os 20 anos de operação da sociedade Kixicrédito, num universo de mais de 50 mil operações activas nas 21 províncias de Angola.
Outra nota de realce nesta semana foi, igualmente, a apresentação da Revisão da Eficácia do Desenvolvimento de Angola, referente ao período de 2016 a 2025, um documento apresentado pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), em parceria com o Ministério do Planeamento (MINPLAN).
O relatório evidencia os resultados alcançados através da parceria entre o BAD e Angola, bem como as oportunidades para apoiar a transição do país para uma economia mais diversificada, competitiva e integrada regionalmente.
Nos últimos sete dias, destacou-se também a participação de Angola na Conferência Árabe-Africana para Investimento em Água e Energia (Aqult Expo 2025), que decorreu na capital egípcia. Na ocasião, empresários ligados aos sectores de energias renováveis manifestaram o interesse de investir no país.
No certame, a delegação angolana foi encabeçada pela conselheira da Embaixada de Angola no Egipto, Elsa Bravo da Rosa, que considerou a participação do país como uma oportunidade para abordar questões relacionadas ao investimento, apresentando vários projectos estruturantes ao mercado egípcio. QCB




