Inspectores melhoram competências técnicas

Reforçar as competências técnicas em vigilância, inspecção, certificação electrónica e controlo fitossanitário é o objectivo da formação iniciada ontem em Benguela.
A acção enquadra-se na implementação do Sistema Nacional de Certificação Fitossanitária. O director do Gabinete Provincial da Agricultura, Pecuária e Pescas, Leiland da Costa, informou que participam na formação 33 inspectores provenientes das províncias de Benguela, Namibe, Cunene, Zaire, Huambo, Bengo, Lunda-Norte e Cabinda. Para o responsável, o evento representa um passo importante para fortalecer a capacidade nacional de resposta aos desafios do sector, num momento em que o país aposta no aumento da produção agrícola e na diversificação da economia. Durante as sessões, os profissionais vão actualizar conhecimentos em análise de risco de pragas, vigilância e identificação de ameaças de importância económica. A iniciativa é promovida pela Direcção Nacional da Agricultura e Pecuária, por via da Autoridade Nacional Fitossanitária. O programa integra o projecto de Apoio à Operacionalização da Política Agrária Regional da SADC (STOSAR II 2025-2028), financiado pela União Europeia, com assistência técnica do Reino dos Países Baixos e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). Fortalecimento de Angola no agro-negócio regional O representante do Reino dos Países Baixos, Armindo Teuns, destacou que Angola alcançou recentemente um marco histórico ao integrar plenamente o sistema internacional de certificação fitossanitária electrónica (ePhyto). Com este passo, o país tornou-se, ao lado da África do Sul, um dos únicos membros da SADC com a plataforma totalmente operacional. “Este avanço fortalece a posição de Angola no comércio agrícola regional e internacional, facilitando a expor- tação de produtos nacionais com maior segurança e credibilidade”, sublinhou. FAO destaca papel da sanidade vegetalEm representação da FAO em Angola, Fátima do Nascimento considerou que a sanidade vegetal constitui um dos pilares da segurança alimentar, da competitividade agrícola e do desenvolvimento económico. Segundo a responsável, cerca de 40 por cento da produção agrícola mundial é perdida todos os anos devido a pragas e doenças. Em África, as perdas variam entre 20 por cento e 30 por cento, o que afecta directamente o rendimento dos agricultores e o abastecimento das populações. “O fortalecimento da sanidade vegetal representa um inves- timento directo na segurança alimentar”, sublinhou Fátima do Nascimento.


