A cooperação económica e comercial entre Angola e a China continua a expandir-se para novos sectores, com cerca de 600 empresas de capitais chineses actualmente instaladas no país e um “stock” acumulado de investimento próximo dos 28 mil milhões de dólares norte-americanos.
Os dados foram avançados, na noite desta terça-feira, em Luanda, pelo embaixador chinês em China em Angola, Zhang Bin, durante o discurso por ocasião do 77.º aniversário da proclamação da República Popular da China, no qual destacou o aprofundamento das relações bilaterais e os resultados alcançados nos últimos anos.
Segundo o diplomata, além do sector petrolífero, a cooperação entre os dois países tem vindo a ganhar espaço em áreas como a mineração, a indústria transformadora, a economia digital e a inteligência artificial.
Política de tarifa zero
Neste particular, o embaixador salientou igualmente os resultados alcançados desde o início do ano no âmbito da cooperação económica e comercial bilateral, tendo destacado a implementação, pela China, da política de tarifa zero para 53 países africanos com os quais mantém relações diplomáticas, incluindo Angola.
Outro avanço apontado foi a aprovação da entrada do jindungo angolano no mercado chinês. O diplomata manifestou a expectativa de que o produto possa, em breve, chegar aos consumidores chineses.
Exposição Internacional
No âmbito da promoção das exportações e da aproximação entre os dois mercados, empresas angolanas deverão participar, em Novembro deste ano, na 9.ª Exposição Internacional de Importação da China.
Para o diplomata chinês, a participação das empresas angolanas no evento poderá contribuir para criar novas oportunidades de negócio, reforçar a cooperação económico-comercial e aprofundar os laços de amizade entre Angola e a China.
O encontro contou com a presença da vice-presidente do MPLA, Mara Quiosa, membros do Executivo, deputados à Assembleia Nacional, Corpo Diplomático acreditado em Angola, entre outros convidados.




