Humpata - O investimento “Quavi”, do Grupo Empresarial de Integração e Desenvolvimento de Empresas "Unione", instalado no município da Humpata (Huíla), projecta colocar no mercado nacional, a partir de 2027, um milhão e setecentos mil quilos de carne suína por ano.
Humpata - O investimento “Quavi”, do Grupo Empresarial de Integração e Desenvolvimento de Empresas "Unione", instalado no município da Humpata (Huíla), projecta colocar no mercado nacional, a partir de 2027, um milhão e setecentos mil quilos de carne suína por ano.
A iniciativa de produção e abate de porcos no município da Humpata ressurgiu, em Dezembro último, 10 anos depois de ter sido assolada pela peste africana que dizimou o rebanho de seis mil 325 animais.
Ao falar no quadro da visita do ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massamo, o administrador do grupo, Fernando Gomes, declarou que a Quavi está a reestruturar-se após uma peste que matou a totalidade do rebanho e gerou prejuízos de milhões de dólares.
“Estamos a um ritmo de produção interessante e a projecção para 2027 é atingir o abate de 14 mil animais, equivalente a 28 mil carcaças, o que representará a introdução de 1,7 milhão de quilogramas de carne suína de alta qualidade e baixo custo no mercado”, reforçou.
Fernando Gomes frisou que o recomeço da granja foi impulsionado pelo financiamento inicial do Banco Caixa Geral Angola e conta com perspectivas de novos apoios, como o Fundo Kimbo do Banco de Fomento Angola (BFA).
Detalhou que actualmente o projecto tem 480 matrizes da raça pietrain (também chamada de pick), uma das mais produtivas do mundo.
Para evitar futuras contaminações, o também fundador do grupo disse que está a investir em biossegurança e na montagem de um laboratório de biologia molecular, capaz de diagnosticar doenças nos animais num período de uma a três horas.
Sublinhou que o grupo está a fazer uma pesquisa junto com a universidade, a Central de Energia Atómica de Viena da Áustria, onde depois da peste suína africana foi verificar o sequenciamento do genoma, para perceber a origem dessa peste.
O empresário lembrou que o grande diferencial tecnológico da operação é o uso de inseminação artificial, ao invés monta tradicional, pois a primeira atinge uma taxa de sucesso de 96,7%.
Destacou o papel do grupo no desenvolvimento económico e profissional, contando actualmente com 12 empresas, das quais 10 operacionais, de diversos ramos de actividade.
Apesar de enfrentar desafios financeiros devido à lentidão nos pagamentos, principalmente de clientes governamentais, sinaliza que o sucesso a longo prazo depende do funcionamento eficaz da tríade Governo, academias e empresas.
Quanto ao número de funcionários, Fernando Gomes, fez saber que o grupo conta com perto de 300, ao contrário dos 500 pré-peste.
O grupo fundado há 20 anos é um conglomerado empresarial e de investimento angolano. Actua em diversas áreas de actividade como construção civil, energia, saúde, ensino e agricultura, com impacto no desenvolvimento do país.
Dados do Departamento Provincial do Instituto dos Serviços de Veterinária da Huíla apontam para uma necessidade é de um milhão 465 mil e sete kg/ano de carne suína. EM/MS



