Um total de 26.982 apartamentos deverá ser construído no município do Kilamba, em Luanda, no âmbito do projecto imobiliário Kilamba Garden, cujo lançamento da primeira pedra aconteceu quarta-feira.
O empreendimento prevê a construção de mais de 1.205 edifícios e uma execução estimada em quatro anos.
Na fase inicial, o projecto deverá gerar cinco mil postos de trabalho, dos quais três mil directos e dois mil indirectos.
A componente laboral deverá ser reforçada ao longo da execução, através de um programa de formação profissional destinado a aumentar progressivamente a participação de trabalhadores nacionais.
O projecto é promovido pelo grupo Arte Azul e, segundo o presidente do Conselho de Administração, Alberto Garcia, os trabalhos de construção deverão começar dentro de aproximadamente 60 dias, depois de concluído o processo de vedação da área destinada ao empreendimento.
O responsável assegurou que estão reunidas as condições técnicas para o arranque da empreitada, incluindo a preparação dos materiais necessários à execução dos primeiros trabalhos.
Apesar de o estudo técnico prever 26.982 habitações, os promotores admitem que o número possa aproximar-se dos 30 mil apartamentos durante a execução, dependendo do aproveitamento de áreas adicionais disponíveis no espaço destinado ao projecto.
Habitação
Alberto Garcia explicou que algumas instituições públicas já manifestaram interesse em estabelecer acordos para a aquisição de imóveis no empreendimento. Os entendimentos, segundo o responsável, ainda se encontram em fase de negociação.
Formação profissional
De acordo com Alberto Garcia, será desenvolvido um programa de formação para preparar trabalhadores angolanos e aumentar a sua participação nas diferentes fases da empreitada.
A intenção, explicou, passa pela substituição gradual de trabalhadores expatriados por nacionais à medida que estes adquiram as competências necessárias para assumir determinadas funções.
O promotor considera que a participação do sector privado em projectos desta dimensão pode contribuir para dinamizar a actividade económica, sobretudo através da criação de emprego e da procura de bens e serviços associados à construção.




