Luanda – A sociedade de microcrédito KixiCrédito prevê continuar a expandir a sua carteira e alcançar mais de 200 mil clientes activos nos próximos cinco anos, disse hoje, em Luanda, o presidente da Comissão Executiva, Joaquim Catinda.
Luanda – A sociedade de microcrédito KixiCrédito prevê continuar a expandir a sua carteira e alcançar mais de 200 mil clientes activos nos próximos cinco anos, disse hoje, em Luanda, o presidente da Comissão Executiva, Joaquim Catinda.
Falando à imprensa, à margem da conferência sobre microcrédito e desenvolvimento, sublinhou que a expansão ocorre num contexto em que o microcrédito é apontado como uma das vias para apoiar pequenos negócios e actividades desenvolvidas sobretudo por trabalhadores por conta própria.
Reforçou que a instituição conta, actualmente, com uma carteira de mais de 60 mil clientes activos e concede entre quatro mil e cinco mil créditos por mês, num montante aproximado de quatro mil milhões de kwanzas.
“Nós temos pouco acesso ao crédito. Enquanto instituição que dá microcrédito, o nosso trabalho é repassar financiamento. Contratamos financiamento junto do sistema financeiro bancário e repassamos aos microempreendedores”, explicou.
Na sua perspectiva, é necessário aumentar o acesso ao crédito e garantir condições de financiamento mais favoráveis, de modo a permitir que os recursos cheguem a um número maior de empreendedores em todo o país.
Por seu turno, o director de Desenvolvimento para o Negócio, Hélder Catumbela, reforçou que a instituição pretende terminar 2026 com uma forte expansão da sua carteira de clientes e de crédito, num processo que faz parte do plano quinquenal da instituição para o período 2025-2029.
O responsável destacou o crescimento do número de clientes da instituição nos últimos anos, onde tinha cerca de 22 mil clientes há três anos, conseguindo terminar o ano 2025 com 44 mil e conta actualmente com cerca de 55 mil clientes.
Para Hélder Catumbela, o acesso ao financiamento continua a ser um dos principais constrangimentos para os operadores da economia real, sobretudo para os pequenos empreendedores e agentes do sector informal.
Já o economista Carlos Rosado de Carvalho, considera que o microcrédito é especialmente importante para pessoas que não são atendidas pelos bancos, sendo relevante em países menos desenvolvidos, porque além de contribuir para o desenvolvimento da economia, pode também ajudar a quebrar o ciclo da pobreza.
“O microcrédito pode ser também uma forma de entrada e de progressão. Se correr bem, essas pessoas podem deixar de ser clientes do microcrédito e passar a ser clientes dos bancos”, disse.
A conferência sobre microcrédito e desenvolvimento decorreu sob o lema “Inclusão financeira como motor de desenvolvimento económico em Angola”.HM/CS




