Luanda - Líderes juvenis defenderam esta segunda-feira, em Luanda, o alinhamento das acções do Projecto Jovem+ às reais necessidades do mercado e ao aproveitamento do potencial da economia real.
Luanda - Líderes juvenis defenderam esta segunda-feira, em Luanda, o alinhamento das acções do Projecto Jovem+ às reais necessidades do mercado e ao aproveitamento do potencial da economia real.
O Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP) lançou, em Junho deste ano, o Projecto Jovem+ (Projecto de Emprego e Oportunidades para Jovens em Angola), com um financiamento de 250 milhões de dólares do Banco Mundial (BM).
O programa visa beneficiar 500 mil jovens até 2030, oferecendo estágios profissionais remunerados com bolsas mensais de 75 mil kwanzas.
A economia real enquadra-se na produção efectiva de bens e serviços, emprego prático e geração de renda, que são os focos centrais dos programas voltados para a juventude.
O secretário-geral do Conselho Nacional da Juventude (CNJ), Yuri Ribeiro, considerou desafiante e oportuno o projecto, para quem o seu verdadeiro diferencial não deve ser medido pela dimensão financeira ou número de inscritos, mas pelos resultados concretos em termos de empregabilidade e sustentabilidade dos negócios a serem criados.
Em entrevista à ANGOP, disse que os jovens não precisam apenas de certificados, mas de competência, experiência, orientação, acesso ao financiamento e uma ponte efectiva para o mercado de trabalho.
Para o líder juvenil, o diferencial do Projecto Jovem+ será medido pelo número de empregos para a juventude, negócios e no aumento de rendimentos.
Transparência
Yuri Ribeiro enfatizou a necessidade de um processo público isento de irregularidades para que os apoios cheguem efectivamente a quem precisa.
Para o secretário-geral secretário-geral do CNJ, a transparência deve ser uma prioridade absoluta, assim como os critérios de selecção, que precisam de ser claros, públicos e compreensíveis para que o jovem tenha confiança no processo.
Defendeu que o CNJ e as demais plataformas juvenis devem ser envolvidas desde a fase de auscultação e mobilização até ao acompanhamento e avaliação no terreno.
Acrescentou que a juventude deve encontrar procedimentos simples, sobretudo jovens com poucos recursos financeiros, conhecimentos técnicos ou facilidade de acesso aos serviços públicos.
Por seu turno, o coordenador da Associação para Defesa da Saúde Angolana (ADSA), Nelson Paulo, defendeu uma mudança de abordagem, sugerindo que o projecto não deve “começar do zero”, mas apoiar, organizar e formalizar actividades económicas que já funcionam nas comunidades.
“Na construção civil, por exemplo, em vez de entregar apenas certificados, poderíamos organizar e equipar cooperativas juvenis para serem contratadas na reabilitação de escolas, postos de saúde e vias secundárias nos municípios”, sugeriu.
Afirmou que iniciativas desta natureza concorrem para a geração de mais emprego, infraestruturas e melhoria dos serviços públicos.
Nelson Paulo encorajou o Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS) a apostar no acompanhamento de projectos pós-formação e pós financiamento.
Na mesma perspectiva, a secretária-geral adjunta da Associação Juvenil de Apoio às Comunidades (AJACOM), Stela Luvualu, destacou o valor da iniciativa do Governo na promoção de estágios e capacitação técnica dos jovens.
Alertou, porém, para a necessidade de assegurar que a informação chegue de forma equitativa às populações fora dos grandes centros urbanos.
Stela Luvualu considerou que o maior desafio é garantir que as oportunidades cheguem de forma justa aos jovens das zonas periféricas e rurais.
A esse respeito, defendeu uma forte fiscalização em articulação directa com as administrações locais e organizações juvenis.
O Projecto Jovem+ enquadra-se nas acções do Governo voltadas para a promoção do emprego, capacitação profissional, fomento do empreendedorismo e inserção dos jovens no mercado de trabalho formal em todo o país.
Executado pelo INEFOP e financiado pelo BM, o projecto pretende reduzir o emprego e ampliar o acesso dos jovens ao mercado de trabalho. OPF/DC



