A Lobito Atlantic Railway (LAR) exportou, de Abril até Junho deste ano, um volume de carga estimado em 29 mil toneladas de minérios no tráfego internacional, um recorde nas operações logística da empresa operadora do Corredor do Lobito.
A informação foi avançada ao Jornal de Angola pelo administrador Ottoniel Manuel, durante a recém-terminada Cimeira “Angola Hub Summit Logística e Transporte”, que o Centro de Convenções de Talatona, em Luanda, acolheu durante dois dias.
Segundo Ottoniel Manuel, o minério transportado vem, essencialmente, da República Democrática do Congo (RDC), país detentor das maiores reservas por explorar e que utiliza o Corredor do Lobito para exportar.
Quanto à modernização da instituição e das operações, o administrador da LAR aproveitou dar nota da conclusão, em Junho, de um financiamento de 753 milhões de dólares, dos quais 553 milhões de dólares são dos Estados Unidos da América e da União Europeia e 200 milhões do Developemnt Bank of Southern Africa (DBSA).
Estes recursos obtidos estão destinados à melhoria das infra-estruturas ferroviárias e aquisição de materiais circulantes, incluindo vagões.
Entretanto, apontou o gestor da Lobito Atlantic Railway (LAR), a empresa tem estado a transportar não só minérios, mas também alguns produtos locais como, por exemplo, o combustível e o gás da Sonangol, materiais de construção e bens alimentares de uma província para outra, considerando a ligação que a linha férrea proporciona às províncias de Benguela, Bié, Huambo, Cuando Cubango e Moxico.
Estas operações permitem à LAR continuar a gerar postos de trabalho, sobretudo os indirectos, e também apoiar o surgimento de micro, pequenas e médias empresas.
“Esse efeito transformador, que a nossa actividade de transporte tem gerado ao longo das zonas de influência do Corredor do Lobito, dá-nos alguma satisfação em continuarmos a trilhar esse caminho”, afirmou.
Ottoniel Manuel disse, ainda, que o impacto das actividades da Lobito Atlantic Railway, do ponto de vista económico e social, tem haver com o apoio garantido a várias famílias, através dos empregos gerados, tendo sublinhado que até à data actual, a instituição conseguiu empregar mais de duas mil pessoas.
Por outro lado, disse, a LAR tem trabalhado directamente com pequenas empresas nacionais, nomeadamente, de segurança, as que fazem a estiva dos navios e o carregamento dos vagões.
Neste sentido, o gestor mostrou satisfação ante ao facto de as empresas que trabalham no domínio do ambiente, de higiene e outras serem todas angolanas.
“Portanto, este é o movimento transformador que temos vindo a oferecer com o projecto, além dos mineiros”, garantiu.
Não menos importante e recordado pelo administrador da LAR, é também o facto do aumento da produção nacional, da circulação de produtos agrícolas ser objectivo de suma importância na abordagem das operações do Corredor do Lobito, cuja concessão está cedida à LAR, conforme previsto na Lei há sensivelmente dois anos.
“Temos capacidade instalada e estamos inteiramente disponíveis e abertos para apoiar todas as empresas que se Xqueiram fortalecer via Corredor do Lobito. Importa somente recordar que para o caso das pequenas cargas, a transportação é da responsabilidade da empresa Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB) e não da Lobito Atlantic Railway (LAR)”, detalhou o administrador Ottoniel Manuel.




