Lobito – Trezentos associados de 100 cooperativas agrícolas da província de Benguela iniciaram, esta segunda-feira, no município da Catumbela, uma acção de formação sobre acesso ao financiamento, após concluírem o processo de legalização das suas organizações.
Lobito – Trezentos associados de 100 cooperativas agrícolas da província de Benguela iniciaram, esta segunda-feira, no município da Catumbela, uma acção de formação sobre acesso ao financiamento, após concluírem o processo de legalização das suas organizações.
Participam na formação representantes dos municípios da Ganda, Cubal, Caimbambo, Catengue, Chongoroi, Benguela, Lobito, Bocoio e Balombo.
Segundo o administrador executivo do Fundo de Desenvolvimento Agrícola (FADA), António Sanja, a formação terá a duração de cinco dias e visa capacitar os participantes para uma melhor organização e gestão das cooperativas.
No âmbito da iniciativa, o FADA promoveu igualmente a cerimónia de assinatura de contratos de financiamento destinados a produtores de tomate do Dombe Grande e ao projecto de produção de blocos compactos nos municípios do Dombe Grande e da Baía Farta.
Desde Janeiro deste ano, decorre na província de Benguela o projecto de formalização de cooperativas da agricultura familiar, liderado pelo FADA, em parceria com o Guiché Único da Empresa (GUE) e com o apoio institucional do Governo Provincial de Benguela.
Durante o acto, o vice-governador provincial para o sector Técnico e Infra-estruturas, Américo Tchissassa, reiterou o apoio do Governo Provincial às cooperativas e felicitou aquelas que já concluíram o processo de legalização.
Considerou o momento como o início de uma nova etapa, marcada por maiores responsabilidades, melhores oportunidades de crescimento e novas possibilidades de acesso aos instrumentos de apoio ao desenvolvimento agrário.
“Isto mostra que a formalização e o crédito caminham juntos e chegam a quem trabalha a terra”, afirmou.
O governante explicou que o projecto surgiu da necessidade de acelerar a legalização das cooperativas agrícolas, de modo a facilitar o acesso dos agricultores ao crédito e às demais políticas públicas do sector.
Segundo Américo Tchissassa, por meio das cooperativas, os produtores podem unir esforços, partilhar conhecimentos e recursos, reduzir custos de produção, melhorar a capacidade de negociação e adquirir factores de produção, bem como colocar os seus produtos no mercado em condições mais vantajosas.
“Todavia, a legalização, por si só, não garante o sucesso de uma cooperativa. É necessário que os seus integrantes conheçam os princípios do cooperativismo, compreendam os seus direitos e deveres, respeitem os estatutos e os órgãos sociais, e assegurem uma gestão participativa, transparente e responsável”, defendeu.
Apelou aos produtores para que dominem as ferramentas de gestão e aproveitem melhor os recursos das suas organizações.
“Que este financiamento se traduza em mais produção, mais emprego e mais rendimentos para as famílias”, afirmou. TC/CRB




