Luanda - O presidente do Conselho de Administração da Comissão do Mercado de Capitais (CMC), Elmer Serrão, reiterou esta segunda-feira, em Luanda, a abertura do mercado local aos investidores não residentes, para estimular o aumento da liquidez.
Luanda - O presidente do Conselho de Administração da Comissão do Mercado de Capitais (CMC), Elmer Serrão, reiterou esta segunda-feira, em Luanda, a abertura do mercado local aos investidores não residentes, para estimular o aumento da liquidez.
Ao intervir num encontro com investidores sobre dívida pública angolana, o gestor referiu que essa estratégia visa, igualmente, aprofundar o mercado secundário para uma maior diversificação da base de investidores e integração efectiva de Angola nos mercados financeiros.
Sublinhou que a abertura do mercado aos investidores internacionais não residentes decorre de um longo percurso de reformas institucionais e de fortalecimento das infra-estruturas financeiras do país.
Para si, construir um mercado exige regras, plataformas de negociação, intermediários preparados e confiança.
Com base nessa filosofia, acrescentou, foi possível desenvolver os mercados da Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), alargar os instrumentos disponíveis e atrair um número crescente de participantes.
Lembrou que, em 2025, os mercados da BODIVA transacionaram cerca de de 5,7 biliões de Kwanzas.
Segundo o PCA, de Janeiro a Agosto deste ano, o montante negociado já ultrapassa os 5,8 biliões de Kwanza.
Com esta base institucional e de mercado, prosseguiu, estão a ser criadas condições para uma participação mais ampla dos investidores não residentes nos títulos da dívida pública emitidos em moeda nacional.
Durante a sua abordagem, destacou o desempenho da economia nacional, com o Produto Interno Bruto (PIB) a registar um crescimento de 8,74% no segundo trimestre deste ano, sustentada 5,64% pelo sector petrolífero e 9,24% pelo sector não petrolífero.
No sector externo, precisou que as Reservas Internacionais Líquidas ascenderam a cerca de USD 15,3 mil milhões em Agosto deste ano, acima dos USD 14,9 mil milhões observados no final do primeiro semestre, permitindo assegurar uma cobertura de aproximadamente 6,6 meses de importação de bens e serviços.
O encontro, promovido pela Unidade de Gestão da Dívida (UGD), juntou representantes de instituições financeiras, investidores e reguladores. ACC/CS




