
A Comissão do Mercado de Capitais (CMC) autorizou, nos últimos dias, o lançamento do Kassai Evolution I, novo Fundo Especial de Investimento em Valores Mobiliários Fechado, gerido pela Kassai Capital SGOIC.
A aprovação vem alargar o leque de soluções colocadas à disposição dos investidores nacionais por parte da sociedade gestora, num mercado de capitais que continua, ainda que a passo lento, a ganhar profundidade em Angola.
Segundo comunicado divulgado pela Kassai Capital, o novo instrumento destina-se sobretudo a investidores dispostos a assumir maior risco em troca de um potencial de valorização acrescido.
A gestão do Fundo assentará numa estratégia de investimento multiactivos, com uma carteira diversificada de activos financeiros, sob orientação de uma gestão que a própria sociedade classifica como activa, profissional e disciplinada.
O Kassai Evolution I vem juntar-se a um portefólio que a Kassai Capital tem vindo a construir num espaço de tempo relativamente curto.
Constituída em 2024 pela GEMCORP Capital, sociedade sediada em Londres, a gestora lançou em Novembro do ano passado o seu primeiro produto, o Kassai Curto Prazo, um fundo aberto dirigido a investidores de perfil conservador, com um valor inicial de 19 mil milhões de kwanzas. Segue-se-lhe o Fundo Fénix, veículo de capital de risco através do qual a Kassai adquiriu 70% do capital social do Banco de Negócios Internacional (BNI), numa operação avaliada em 50 mil milhões de kwanzas.
Mais recentemente, em Fevereiro deste ano, a CMC aprovou ainda o Alpha 1, igualmente um fundo de capital de risco, vocacionado para projectos tidos como inovadores no mercado angolano.
A Kassai Capital é maioritariamente detida pela própria GEMCORP Capital, que colocou à frente da sociedade angolana Walter Pacheco, antigo presidente da Comissão Executiva da BODIVA, na qualidade de PCA. A ligação da Gemcorp ao País, porém, é anterior e mais vasta do que os fundos geridos pela Kassai.
O grupo britânico financia o Estado angolano desde 2015, é o principal accionista da Refinaria de Cabinda a primeira construída no País desde a independência, gere activos externos do Banco Nacional de Angola desde 2017 (contrato renovado em Maio de 2025), detém uma participação de 1,90% no banco Atlântico e mantém parcerias no sector mineiro com a Endiama.
Mais recentemente, associou-se ao Fundo Soberano de Angola (FSDEA) para a criação de um Fundo Pan-Africano de Infraestruturas, com meta de capitalização de 500 milhões de dólares, destinado a projectos de energia, água, segurança alimentar e minerais críticos.
Trata-se, segundo a Kassai Capital, de mais uma etapa no percurso de crescimento da sociedade gestora, que procura, desta forma, ajustar a sua oferta às necessidades de uma base de investidores cada vez mais atenta às oportunidades do mercado de capitais angolano.
A comercialização do Kassai Evolution I deverá arrancar nos próximos dias. Por se tratar de um fundo de tipo fechado, haverá um período inicial de subscrição, cujos termos concretos — nomeadamente prazos e montantes — ainda não foram tornados públicos pela gestora.
A Kassai Capital não deixa, contudo, de sublinhar a necessidade de prudência por parte dos potenciais subscritores, recomendando a consulta prévia do Prospecto, do Regulamento de Gestão e da restante documentação legal do Fundo, de modo a que cada investidor pondere devidamente os objectivos do produto e os riscos que lhe estão associados, antes de a ele aderir.


