O mercado de seguros angolano poderá contar, até Dezembro deste ano, com 50 Fundos de Pensões, adiantou sexta-feira, em Luanda, o administrador executivo da ARSEG.
Aldemiro Gonçalves disse que o sector apresentou, durante o primeiro semestre, um crescimento sólido, com uma subida de 41 para 46 Fundos, dos quais 35 são do tipo fechados e 11 abertos.
Na III Conferência “Economia e Mercado” sobre Fundo de Pensões, o gestor da ARSEG assegurou que o processo do crescimento gradual é um facto e já se encontra em fase de publicação oficial no Diário da República.
Segundo afirmou, este crescimento foi impulsionado pelo aumento da literacia financeira e pela procura de segurança social complementar por parte de empresas trabalhadores.
O administrador executivo da ARSEG disse ainda que o número de sociedades gestoras subiu de 9 para 10, com a entrada de uma nova seguradora no segmento.
“A indústria conta, actualmente, com mais de 63 mil participantes, teve um desempenho financeiro de 1,25 biliões de kwanzas (final de 2023) para 1,33 biliões de kwanzas no primeiro semestre de 2024, com uma taxas de crescimento trimestral de, aproximadamente, dois por cento e um crescimento homólogo de nove por cento”, disse.
Visão de Portugal
Na ocasião, a especialista de serviços financeiros Ana Bela Maria, da EY Portugal, destacou a necessidade de equilibrar o regime público de segurança social com mecanismos privados para garantir uma reforma digna, uma vez que o rendimento público raramente equivale ao rendimento da idade activa. No contexto de Angola, Ana Bela Maria identificou como desafio a vasta população no mercado informal sem cobertura pública.
A especialista portuguesa sugere, por isso, o uso de mecanismos digitais para incentivar a poupança, mesmo que em valores reduzidos, aproveitando a demografia jovem do país.
Edvaldo Lemos




