Sumbe – O ministro da Agricultura e Florestas, Isaac dos Anjos, defendeu, este sábado, no Cuanza-Sul, uma maior aposta na produção nacional, com foco no desenvolvimento económico do país.
Sumbe – O ministro da Agricultura e Florestas, Isaac dos Anjos, defendeu, este sábado, no Cuanza-Sul, uma maior aposta na produção nacional, com foco no desenvolvimento económico do país.
O governante, que falava no encerramento da primeira edição do Dia do Campo, afirmou que o aumento da produção nacional promove o desenvolvimento económico e contribui para a segurança alimentar e social das famílias.
Disse que a realização do Dia do Campo serviu para tornar públicas as potencialidades agrícolas da região, bem como promover o intercâmbio entre os diferentes intervenientes do sector.
Realçou o trabalho desenvolvido por empresários nacionais e estrangeiros, a contribuição, nos últimos anos, para o crescimento do sector produtivo no país.
Prometeu que o Executivo continuará a trabalhar no sentido de incentivar a compra e o consumo da produção nacional.
Apontou a falta de equipamentos, particularmente, de talhos para o abate e processamento de animais, como uma das dificuldades que condicionam o aumento da produção de carne no país.
Disse que existem armazéns com grandes quantidades de carcaças de suínos, embora a ausência de equipamentos adequados para o corte e processamento dificulte a sua comercialização.
Referiu que o aumento do custo de vida reduz o poder de compra das famílias.
Acrescentou que a população sente directamente os efeitos dos preços dos produtos alimentares, sejam estes elevados ou baixos.
O ministro alertou para o possível aumento dos preços dos alimentos em Angola, caso persista a guerra no Médio Oriente e se mantenham os constrangimentos à entrada deinputs agrícolas no país, factores que encarecem os custos de produção.
Salientou a necessidade de aumentar a produção nacional com qualidade, o reforço dos serviços de controlo de qualidade e o aumento do número de laboratórios de análise de alimentos.
Isaac dos Anjos referiu que as limitações à importação de miudezas têm levado alguns industriais a procurar retomar a produção nacional de alimentos processados, como salsichas e chouriços.
Segundo o ministro, o Ministério da Agricultura está a limitar a importação de miudezas, por entender que grande parte desses produtos pode ser produzida em Angola.
“Tudo pode ser feito em Angola, o aproveitamento das capacidades produtivas nacionais, ressaltou.
Afirmou que a reserva estratégica nacional deve ser constituída com recurso à produção interna, através da criação de mecanismos adequados para o armazenamento e conservação dos produtos.
Sobre a produção de arroz, disse que o país está actualmente a registar níveis elevados, mas enfrenta dificuldades relacionadas com a insuficiência de descascadoras.
Explicou que algumas das descascadoras de arroz estão instaladas no Cuando, no Cubango, no Sanzá-Pombo e em Benguela, enquanto parte da produção é realizada no Luquembo, situação que dificulta o processamento e escoamento do produto.
Considerou que o actual momento é “extraordinário”, a olhar pelo crescimento da produção agrícola, apesar das reclamações permanentes dos produtores sobre a incapacidade de resolver, de forma imediata, todos os constrangimentos do sector.
O ministro apelou ao sector bancário para acreditar nos produtores nacionais e facilitar o acesso ao crédito, de modo a garantir o crescimento e a sustentabilidade da produção agrícola.
A primeira edição do Dia do Campo decorreu sob o lema “Acelerando a reconversão dos sistemas agrícolas em agroalimentares”, com o objectivo de promover o intercâmbio de conhecimentos técnicos e fomentar parcerias comerciais entre produtores, empresas fornecedoras de insumos e instituições financeira SN/FF/ALH



